Regulador Suíço Acusa Plataforma de NFTs da FIFA de Apostas Ilegais em 2025
- O que está por trás da denúncia contra a FIFA Collect?
- Como os NFTs da FIFA violam as leis de jogos de azar?
- Qual o impacto para o setor de blockchain no esporte?
- Perguntas Frequentes
Em outubro de 2025, a Geldspielaufsicht (GESPA), autoridade suíça de fiscalização de jogos de azar, apresentou uma denúncia criminal contra a plataforma de NFTs da FIFA, alegando operações de apostas não licenciadas. O caso gira em torno dos tokens "Right to Buy" (RTB), que prometem acesso a ingressos da Copa do Mundo mediante condições aleatórias. A FIFA já arrecadou cerca de US$ 15 milhões com o projeto, mas a investigação pode redefinir o uso de blockchain no setor esportivo. Veja os detalhes do polêmico esquema e suas implicações legais.
O que está por trás da denúncia contra a FIFA Collect?
A GESPA descobriu que o site collect.fifa.com opera como uma plataforma de apostas disfarçada. Os tokens RTB, vendidos por até US$ 999, só se tornam válidos se determinadas seleções avançarem na competição – como o pacote "Right to Buy: England Finals", que depende da classificação da Inglaterra para a final. No mercado secundário, alguns tokens chegaram a valer US$ 30 mil, enquanto outros viraram pó. "Há risco claro de dinâmica de jogo", alertou o regulador suíço.
Como os NFTs da FIFA violam as leis de jogos de azar?
Segundo a legislação suíça, três elementos caracterizam apostas ilegais: 1) Pagamento inicial (os tokens custam centenas de dólares), 2) Elemento de sorte (o valor depende do desempenho das equipes) e 3) Prêmio em dinheiro (revenda no mercado secundário). A FIFA argumenta que o modelo visa gerenciar a demanda por ingressos – em 2022, houve 23 milhões de solicitações para apenas 3,4 milhões de lugares. Mas a GESPA rebate: "Isso é loteria e apostas esportivas não autorizadas".
Qual o impacto para o setor de blockchain no esporte?
O caso cria um precedente perigoso para projetos como:
- Fan Tokens: Criptomoedas de clubes que prometem benefícios aos torcedores
- NFTs de momentos esportivos: Colecionáveis digitais com valorização imprevisível
- Plataformas de ticketing: Sistemas que usam blockchain para venda de ingressos
Especialistas do BTCC alertam: "A regulamentação está correndo atrás da inovação. Projetos precisam de compliance rigoroso para evitar multas milionárias".
Perguntas Frequentes
Quem opera a plataforma FIFA Collect?
A Modex Tech Ltd, empresa suíça de blockchain, é parceira técnica do projeto.
Quanto a FIFA já lucrou com os NFTs?
Dados do CoinMarketCap indicam receitas de US$ 15 milhões com a venda inicial de tokens.
Os compradores podem ser penalizados?
Até agora, apenas a FIFA e seus parceiros estão sob investigação. Torcedores não são alvo.