Ações da BASF em 2025: Goldman Sachs emite alerta controverso – O que os investidores precisam saber?
- Por que a Goldman Sachs está enviando sinais mistos sobre a BASF?
- Quais são os principais ajustes nas projeções financeiras?
- Como a estratégia de portfólio está evoluindo?
- O acordo em Ludwigshafen é bom ou ruim?
- Há oportunidades de compra na queda atual?
- Perguntas Frequentes
A Goldman Sachs acaba de lançar um relatório ambíguo sobre a BASF, elevando levemente o preço-alvo das ações enquanto corta drasticamente as expectativas de lucro para o último trimestre de 2025. Com o EBITDA ajustado do Q4 reduzido em 19% (para €1,19 bilhão) e um cenário operacional desafiador, os investidores reagiram negativamente, deixando a ação entre as piores do DAX. Enquanto a estratégia de longo prazo – incluindo a venda de unidades não-core – faz sentido, os riscos imediatos dominam. Será que a BASF consegue virar o jogo?
Por que a Goldman Sachs está enviando sinais mistos sobre a BASF?
A equipe de análise da Goldman Sachs parece estar em cima do muro. De um lado, aumentaram o preço-alvo da BASF de €46 para €48, sugerindo confiança no longo prazo. Por outro, cortaram a projeção de EBITDA ajustado para o Q4/2025 em 19%, ficando 10% abaixo do consenso de mercado. "É como dar um doce com a mão direita enquanto tira o prato principal com a esquerda", comentou um trader do BTCC. A discrepância entre otimismo distante e cautela imediata deixou os investidores confusos – e a ação caindo para €44, perto do mínimo anual de €40.
Quais são os principais ajustes nas projeções financeiras?
Além do corte de €1,19 bilhão no EBITDA do Q4, a Goldman revisou para baixo as estimativas de 2026-2027, embora de forma menos drástica. Dados do TradingView mostram que:
- Margens operacionais devem ficar pressionadas até 2026
- O Free Cash Flow sofrerá com investimentos obrigatórios de €2 bilhões/ano em Ludwigshafen
- A venda da divisão de branqueadores ópticos (fechamento previsto para Q1/2026) trará alívio, mas valores não foram divulgados
Como a estratégia de portfólio está evoluindo?
A BASF segue no caminho de enxugar operações periféricas para focar no core. O anúncio da venda da unidade de branqueadores (usados em detergentes) para a Catexel é emblemático – incluindo a fábrica suíça de Monthey. "Essa transação faz sentido estratégico, mas não resolve os problemas de curto prazo", observa um analista do BTCC. O plano de IPO do negócio agrícola até 2027 também avança, mas seu impacto ainda está distante.
O acordo em Ludwigshafen é bom ou ruim?
A nova garantia de emprego até 2028 trouxe estabilidade aos funcionários, mas com um custo: €2 bilhões anuais em modernização compulsória. "É um alívio para os trabalhadores, mas um peso no fluxo de caixa", diz um gestor de fundos. Com altos custos fixos na Alemanha e um mercado difícil, a rentabilidade segue sob pressão – especialmente enquanto a BASF não mostra sinais claros de recuperação operacional.
Há oportunidades de compra na queda atual?
A ação está negociando perto de mínimos históricos, mas o consenso é de cautela. "Sem uma reversão operacional clara, o potencial de alta parece limitado", alerta o relatório. Dados da CoinMarketCap mostram que os derivativos da BASF têm alta demanda por proteção contra quedas (puts), refletindo o ceticismo do mercado. Para investidores de longo prazo, pode ser um acúmulo gradual – mas os fracassados precisam de estômago forte para a volatilidade.
Perguntas Frequentes
Qual foi a mudança exata no preço-alvo da Goldman Sachs?
O novo preço-alvo é €48, ante €46 anteriormente – um aumento modesto de 4,3%.
Quando a venda para a Catexel deve ser concluída?
O fechamento está previsto para o primeiro trimestre de 2026, segundo o comunicado oficial.
A BASF ainda é uma boa ação para dividendos?
Com pressão no caixa, alguns analistas preveem que o payout possa ser reduzido em 2026 se a performance não melhorar.