Parlamentares dos EUA acusam Trump de rolar o tapete vermelho para Putin em encontro controverso

Washington entra em polvorosa após encontro que deixou o Capitólio em estado de choque.
O que realmente aconteceu nos bastidores?
Enquanto isso, o mercado de cripto continua volátil - pelo menos ali a imprevisibilidade é esperada.
Trump ignora pressão para atingir a Rússia com mais força
O senador republicano Lindsey Graham disse que, embora a reunião fosse necessária, o melhor resultado agora seria um cessar-fogo "bem antes do Natal". Ele não parecia convencido de que Trump tivesse feito alguma diferença.
O comentarista conservador Bill O'Reilly foi mais direto. Ele disse que não houve "ganhos concretos" na cúpula e que Trump precisava "aumentar a pressão econômica". Para O'Reilly, Trump estava ficando sem tempo para mostrar resultados.
O senador democrata Jack Reed, que lidera o Comitê de Serviços Armados, criticou a abordagem da reunião. Reed disse que não gostou dos "aplausos" que Putin recebeu e chamou a coletiva de imprensa pós-cúpula de "pouco ortodoxa" e sem detalhes úteis.
Ele apoiou a diplomacia, mas acrescentou que "a pacificação deve ser feita de forma responsável", sugerindo que Trump não conseguiu abordar a cúpula com essa mentalidade.
Apesar das críticas, Trump foi à Fox News e confirmou que não tinha planos de aplicar penalidades adicionais. Ele classificou a reunião como um sucesso, dizendo que correu "muito bem", e defendeu a falta de ação, apontando para as negociações em andamento.
Mas enquanto Trump se concentrava na conversa, surgiram relatos de que a Rússia continuava a contornar as sanções americanas, desta vez por meio de criptomoedas.
Rússia usa criptomoedas para escapar da repressão financeira
Enquanto Trump apertava as mãos, novos detalhes surgiram mostrando como a Rússia construiu uma criptoeconomia paralela desde 2022 para evitar restrições globais.
Uma pesquisa da Chainalysis mostrou a ascensão de um token pouco conhecido, lastreado em rublos, chamado A7A5 , que processou mais de US$ 51,1 bilhões em transações até o final de julho. Ele estava sendo negociado principalmente em corretoras menores vinculadas a entidades russas, muitas das quais já haviam sido sancionadas.
Uma das maiores plataformas, a Garantex, foi atingida por sanções dos EUA em 2022. Em resposta, o mesmo grupo por trás dela lançou o Grinex em 2024 para manter o sistema ativo.
Esta semana, o Tesouro dos EUA sancionou tanto a Grinex quanto a emissora do A7A5, uma empresa sediada no Quirguistão chamada Old Vector, que é apoiada pelo banco estatal russo Promsvyazbank.
O que se destacou no A7A5 foi seu comportamento de negociação apenas em dias úteis. A atividade caía nos fins de semana, o que os analistas interpretaram como uma prova de que ele estava sendo usado principalmente por empresas.
A Chainalysis destacou que o token se alinhava com a iniciativa da Rússia de legalizar a mineração de criptomoedas e realizar pagamentos internacionais. O relatório chamou isso de "esforço deliberado" para construir um novo sistema financeiro fora do controle dos EUA.
Os dados também mostraram que o governo russo havia discretamente habilitado políticas para permitir o crescimento desses sistemas. Em vez de esperar por aprovações de bancos centrais ou dólares, as empresas agora enviavam dinheiro por meio de redes vinculadas diretamente a instituições já sob sanções.
“Apoiado por instituições russas sancionadas, o A7A5 está oferecendo uma nova via cripto-nativa para contornar as sanções cada vez mais rigorosas contra a Rússia”, afirmou a Chainalysis. A empresa acrescentou que ainda não se sabe se o A7A5 chegará aos usuários finais.
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