Ministro do Comércio do Canadá afirma: EUA negociam ’de boa fé’ mesmo com novas tarifas em jogo

O jogo geopolítico continua acirrado, mas o Canadá mantém a esperança.
Enquanto Washington impõe tarifas, Ottawa insiste que as negociações seguem com transparência—mesmo que Wall Street já esteja calculando os custos do próximo resgate.
O ministro canadense garante que o diálogo permanece produtivo, mas o mercado de cripto? Esse já precificou a volatilidade.
Canadá tenta proteger o comércio apesar do atrito político
Dominic voou para Washington na semana passada e ficou lá por vários dias para se reunir com altos funcionários da Casa Branca. Ele disse que as reuniões foram produtivas, embora as tarifas já tivessem sido aplicadas.
Ele destacou a relação econômica de décadas entre os dois países, referindo-se ao acordo de livre comércio original da era Reagan. Disse que os EUA e o Canadá "construem coisas juntos".
Essa declaração foi feita enquanto Dominic tentava argumentar que as duas economias estão profundamente conectadas. Ele disse: "É por isso que é difícil neste relacionamento, quando tanta coisa está integrada". Dominic disse que as cadeias de suprimentos compartilhadas dificultam a separação completa dos dois lados, e é em parte por isso que o Canadá ainda está em negociações.
Ele também disse que o Canadá entende por que Trump quer proteger a segurança nacional, mas ainda quer encontrar uma maneira de fazer um acordo comercial que funcione para ambos os países.
Ele disse: "Entendemos e respeitamos totalmente a visão dodentem termos de interesse da segurança nacional. Na verdade, compartilhamos isso." Mas também destacou que qualquer acordo deve manter empregos vivos em ambos os lados da fronteira. Dominic enquadrou a conversa como uma busca por uma estrutura que proteja indústrias críticas em ambos os países sem prejudicar o fluxo comercial.
A publicação de Trump nas redes sociais traz uma nova reviravolta
No final da semana passada, Trump publicou em sua plataforma que o apoio de Mark Carney ao reconhecimento do Estado palestino poderia atrapalhar um acordo. Trump escreveu que a promessa torna "muito difícil para nós fecharmos um acordo comercial com eles". Essa publicação acrescentou uma ruga política ao que vinha sendo, em sua maioria, negociações econômicas.
Dominic não respondeu diretamente ao comentário durante sua aparição na CBS. Mas também não mudou o tom. Ele continuou dizendo que ainda há espaço para progresso e repetiu que o Canadá quer manter as coisas em andamento.
Na Casa Branca, Kevin Hassett, que lidera o Conselho Econômico Nacional, apresentou sua própria atualização. Ele disse no domingo à NBC que as novas tarifas estão "mais ou menos garantidas", embora tenha acrescentado que ainda pode haver "alguma oscilação" no que diz respeito aos detalhes. Hassett confirmou que as taxas recíprocas entrariam em vigor na semana seguinte para qualquer país que não tivesse um acordo em vigor, incluindo o Canadá.
Ele também afirmou que nenhuma reação negativa do mercado levaria Trump a mudar de posição, ao contrário do que aconteceu em abril, quando as tarifas do "dia da libertação" geraram reações negativas. Desta vez, Hassett disse: "Os mercados viram o que estamos fazendo e comemoraram. Portanto, não vejo como isso aconteceria. Eu descartaria. Porque estes são os acordos finais."
Até o momento, o Canadá não ameaçou retaliar. Dominic mantém o foco na cooperação econômica e Carney não abordou publicamente o comentário sobre a Palestina. As negociações continuam tensas, mas ativas.
Ambos os lados sabem que romper esse relacionamento pode causar danos reais, especialmente aos setores agora envolvidos no fogo cruzado.
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