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Índia e EUA pressionam para selar acordo comercial há muito adiado, com retomada das negociações tarifárias em Nova Délhi

Índia e EUA pressionam para selar acordo comercial há muito adiado, com retomada das negociações tarifárias em Nova Délhi

Published:
2025-12-10 15:25:17
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Índia e EUA pressionam para selar acordo comercial há muito adiado, com retomada das negociações tarifárias em Nova Délhi.

As duas maiores economias democráticas do mundo voltam à mesa de negociações. Nova Délhi sedia uma nova rodada de conversas comerciais entre Índia e Estados Unidos, com ambos os lados pressionando para desbloquear um acordo bilateral há muito estagnado.

O foco principal? Tarifas.

As negociações ressurgem em um momento de realinhamento das cadeias de suprimentos globais e crescente concorrência geoeconômica. Um pacto entre Nova Délhi e Washington é visto como uma peça-chave para contrabalançar a influência comercial de outros atores e oferecer às empresas uma alternativa à dependência de um único fornecedor.

Os obstáculos, no entanto, são conhecidos. Questões como acesso a mercados para produtos agrícolas, regras de propriedade intelectual e tarifas sobre bens manufaturados e digitais permanecem como pontos de discórdia. Cada lado busca proteger seus setores sensíveis enquanto tenta extrair concessões do outro.

O timing não é acidental. Com ciclos eleitorais se aproximando em ambos os países, há uma pressão política tangível para apresentar resultados concretos—ou, pelo menos, a percepção de progresso. Os negociadores sabem que a janela para um grande acordo pode estar se fechando rapidamente.

Um acordo bem-sucedido poderia impulsionar significativamente o fluxo de comércio e investimento, criando novas oportunidades em setores como tecnologia, energia limpa e farmacêuticos. O fracasso, por outro lado, manteria bilhões em potencial econômico preso na burocracia—um lembrete caro de que, no comércio global, até mesmo os aliados mais próximos mantêm suas calculadoras bem à mão.

Suíça pressiona por fase tarifária enquanto Trump mantém pressão sobre o arroz.

Washington e Nova Déli estão construindo o acordo em fases, com a etapa inicial visando a remoção das tarifas retaliatórias impostas por Donald Trump sobre produtos indianos. A taxa de 50% também reflete as penalidades relacionadas às contínuas compras de petróleo russo pela Índia.

Em novembro, Trump disse que reduziria as tarifas em algum momento, mas dias atrás alertou que poderia tomar medidas contra a Índia devido a alegações de dumping de arroz indiano no mercado americano, caso a disputa se agrave.

Os dois governos haviam planejado concluir a primeira parte do acordo, focada em tarifas, até o outono, mas o prazo expirou. Nas últimas semanas, autoridades indianas afirmaram que agora veem uma chance de concluir essa seção inicial antes do final de dezembro.

Um funcionário afirmou que as conversas também abrangeram laços econômicos e comerciais mais amplos, além do esforço para concluir um acordo que ambas as partes consideram mutuamente benéfico, após várias rodadas que não conseguiram superar as divergências.

Refinarias compram petróleo bruto russo com desconto enquanto a Reliance permanece fora do mercado.

Quatro das sete maiores refinarias da Índia estão agora comprando petróleo bruto russo, já que os grandes descontos atraem os compradores para barris que evitam as sanções, enquanto a Reliance Industries permanece de fora.

A Indian Oil Corp. e a Bharat Petroleum Corp. compraram cerca de 10 carregamentos de petróleo bruto não autorizado, incluindo Urals, nos últimos dias. A Hindustan Petroleum Corp. está buscando fornecimento para entrega em janeiro.

Incluindo a Nayara Energy, que continua a importar petróleo bruto russo mesmo depois de ter sido incluída na lista negra da Europa, essas quatro refinarias representaram pouco mais de 60% das importações de petróleo da Índia este ano, segundo a empresa de tracKpler.

Nenhuma das empresas respondeu às perguntas enviadas por e-mail. Um grande comprador está ausente desse grupo. A Reliance agora evita o petróleo russo, mesmo sob umtracde longo prazo com a Rosneft para 500.000 barris por dia. A retração reflete as sanções.

O petróleo bruto russo está sendo negociado perto de US$ 40 a US$ 45 o barril na Índia, enquanto os cortes de preços tentam superar o risco político. A Índia importou mais de 2 milhões de barris por dia no pico de junho. Espera-se que esse fluxo caia para cerca de 1,3 milhão de barris em dezembro, impulsionado por cargas reservadas antes das novas restrições, e depois diminua ainda mais em janeiro.

Ainda não está claro se esses volumes reduzidos satisfazem Trump, que acusou a Índia de financiar a guerra de Vladimir Putin e exigiu que os dois países rompessem relações. Um acordo comercial há muito aguardado permanece inacabado.

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