Gemini e Coinbase Buscam Licenças MiCA para Acessar Mercado da UE
Gemini e Coinbase, dois dos maiores nomes do setor de criptomoedas, estão próximos de obter licenças sob as novas regras do MiCA da UE. Com essa única aprovação, eles poderão operar em todos os 27 países da UE.
O MiCA entrou oficialmente em vigor no início deste ano e é o passo mais ousado da UE até agora para trazer ativos digitais sob um único guarda-chuva regulatório. Ele concede aos reguladores nacionais o poder de emitir licenças que permitem que as empresas operem em todo o bloco.
Mas, enquanto Gemini e Coinbase se preparam para superar os obstáculos finais, nem todos estão alinhados sobre como essas aprovações estão sendo concedidas.
Nos bastidores, alguns reguladores estão levantando bandeiras vermelhas. De acordo com duas pessoas familiarizadas com discussões internas, há um desconforto crescente com padrões desiguais e velocidades variáveis na concessão de licenças entre jurisdições.
Um país no centro dessa conversa é Malta.
Fontes afirmam que a Gemini, corretora fundada por Cameron e Tyler Winklevoss, está prestes a obter sua licença MiCA de Malta. O mesmo país já aprovou Crypto.com e OKX em poucas semanas após a entrada em vigor do MiCA, levantando dúvidas sobre se algumas jurisdições estão priorizando velocidade em vez de rigor.
Para reguladores encarregados de proteger um mercado de ativos digitais de vários trilhões de dólares, essa não é uma preocupação pequena. O MiCA foi criado para estabelecer um campo nivelado na Europa, com regras claras, divulgações robustas e controles mais rígidos.
Mas, se as empresas puderem escolher o caminho de menor resistência para obter licenças, o próprio fundamento do MiCA corre o risco de ser diluído antes de se consolidar completamente.
Para ambas as corretoras, obter uma licença MiCA não é apenas uma formalidade; é um movimento estratégico. Uma vez aprovadas, elas poderão oferecer legalmente serviços de negociação, custódia e tokens em toda a UE.
No entanto, apesar de todo o progresso, a UE ainda precisa enfrentar uma questão que o MiCA sozinho não pode resolver: a coordenação. Acelerar aprovações em um país enquanto outros seguem em ritmo mais lento pode criar brechas e "regulatory shopping". E, no mundo das criptomoedas, brechas raramente terminam bem.
Os próximos meses revelarão se a promessa do MiCA de regulamentação unificada e transparente se mantém firme ou se a ambição é comprometida por uma execução desigual.
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Traduzido por RippleRider