China em 2025: Banco Central intensifica repressão contra criptomoedas em meio a contradições
- Por que a China está apertando o cerco às criptomoedas em 2025?
- Hong Kong: o elo fraco da corrente chinesa?
- Mineração Bitcoin: o fantasma chinês que ainda assombra o mercado
- Impacto no preço do BTC: tempestade passageira?
- Perguntas e Respostas sobre a Repressão Chinesa às Criptomoedas
Num movimento que reforça sua posição rígida, o Banco Popular da China (PBC) reuniu 13 agências governamentais em novembro de 2025 para reafirmar a proibição total de criptomoedas e stablecoins, citando especulação e riscos financeiros. A ironia? Enquanto o governo chinês esmaga o setor, Hong Kong – região administrativa especial – recebeu US$ 3,2 milhões em doações cripto após um desastre. Além disso, apesar do êxodo de mineradores após a proibição de 2021, a China ainda abriga operações clandestinas que a mantêm como o terceiro maior player global em mineração de Bitcoin. Uma dualidade que deixa o mercado se perguntando: até quando essa dança vai continuar?
Por que a China está apertando o cerco às criptomoedas em 2025?
Em 28 de novembro de 2025, o PBC organizou uma reunião interagencial para endurecer a aplicação da proibição vigente desde 2021. O comunicado oficial destacou três preocupações-chave: evasão de controles de capital, lavagem de dinheiro e ameaças à estabilidade financeira. "Stablecoins como USDT foram explicitamente criticadas por funcionarem como 'cavalos de Troia' do sistema financeiro tradicional", observou um analista do BTCC em entrevista ao CoinMarketCap.
Hong Kong: o elo fraco da corrente chinesa?
Aqui está o paradoxo que está dando o que falar: após o incêndio catastrófico em Hong Kong em outubro de 2025, a comunidade cripto global doou o equivalente a US$ 3,2 milhões em ativos digitais para as vítimas. Enquanto a China continental trata criptomoedas como contrabando, Hong Kong – sob o princípio de "um país, dois sistemas" – permitiu a transação. "É como ver um padre abençoar um maço de cigarros depois do sermão contra o tabaco", brincou um trader anônimo em fórum online.
Mineração Bitcoin: o fantasma chinês que ainda assombra o mercado
Dados do Cambridge Centre for Alternative Finance revelam que a China, que já dominou 65% do hashrate global em 2020, ainda responde por ~18% em 2025. Como? Através de fazendas de mineração clandestinas em regiões como Sichuan e Xinjiang, que aproveitam energia subsidiada. "É uma caça aos gatos. Para cada operação fechada, duas ressurgem usando conexões locais", explica um relatório da TradingView.
Impacto no preço do BTC: tempestade passageira?
Quando a China espirra, o mercado Bitcoin pega pneumonia – pelo menos temporariamente. A notícia da repressão causou uma queda de 4,2% no BTC em 24h, segundo dados do BTCC. Mas analistas lembram que cenários similares em 2021 mostraram recuperação em 3-6 meses, com a mineração se realocando para EUA e Cazaquistão. "A rede Bitcoin foi projetada para sobreviver a governos, não a governos sobreviverem ao Bitcoin", filosofou um veterano do mercado.
Perguntas e Respostas sobre a Repressão Chinesa às Criptomoedas
Qual foi o principal motivo da China proibir criptomoedas?
O governo chinês alega preocupações com controle de capital, estabilidade financeira e crimes econômicos. Mas especialistas apontam que o real motivo seria proteger o yuan digital (e-CNY), projeto prioritário do PBC.
Como a proibição afeta os investidores chineses?
Eles continuam acessando o mercado via VPNs e exchanges descentralizadas (DEXs), embora com riscos jurídicos. Dados da Chainalysis mostram que a China ainda está no top 20 de adoção de cripto global.
Hong Kong pode se tornar um hub cripto alternativo?
Possivelmente. Enquanto Pequim aperta o cerco, Hong Kong aprovou em 2024 um regime regulatório para exchanges, atraindo empresas como HashKey e OSL. Mas o jogo político permanece imprevisível.