China: Mineração de Bitcoin Resurge em 2025 Apesar da Proibição de 2021
- O que está impulsionando o retorno da mineração na China?
- Como os mineradores estão operando na clandestinidade?
- Quais são os riscos desse retorno clandestino?
- Perguntas Frequentes
Quatro anos após a proibição do Bitcoin na China, evidências sugerem um retorno discreto da mineração no país. Operadores estão se aproveitando de eletricidade barata, data centers disfarçados e infraestrutura local para minerar de forma clandestina. Este artigo explora os sinais desse ressurgimento, os motivos econômicos por trás dele e os riscos envolvidos.
O que está impulsionando o retorno da mineração na China?
Desde a proibição em 2021, a China perdeu sua posição como líder global em mineração de Bitcoin. No entanto, em 2025, análises do hashrate sugerem que o país pode estar contribuindo com até 14-25% do poder global de mineração, segundo dados da Reuters e de analistas do setor. O que está levando os mineradores a voltarem?
Três fatores principais estão em jogo: (1) custos de energia extremamente baixos em certas regiões, especialmente durante a estação chuvosa; (2) a capacidade de disfarçar operações de mineração como data centers de IA ou computação em nuvem; e (3) a infraestrutura industrial remanescente da era pré-proibição, incluindo oficinas de reparo de ASICs e conexões de rede estabelecidas.
Como os mineradores estão operando na clandestinidade?
Os operadores estão usando várias estratégias para evitar a detecção:
- Horários de operação noturnos: Padrões no hashrate sugerem que muitas operações funcionam principalmente durante a noite, aproveitando tarifas de eletricidade mais baixas e menor vigilância.
- Disfarce de data centers: Mineradores estão instalando racks de ASICs ao lado de servidores legítimos de IA, tornando difícil distinguir entre as operações.
- Logística discreta: Equipamentos recondicionados (como modelos S19 e M30XX) estão sendo enviados para regiões como a Mongólia Interior com rotas de entrega curtas e reparos locais.
- Ocultamento de tráfego: O hashrate está sendo direcionado para pools fora da China usando VPNs e múltiplos relés para mascarar a origem.
Quais são os riscos desse retorno clandestino?
Apesar das vantagens econômicas, os mineradores enfrentam vários desafios:
1. Pressão regulatória: Embora algumas autoridades locais possam fechar os olhos, campanhas repressivas esporádicas continuam ocorrendo. No inverno, quando a demanda por energia residencial aumenta, as operações de mineração são frequentemente as primeiras a sofrer cortes.
2. Margens apertadas: O aumento global do hashrate está elevando a dificuldade de mineração, pressionando os operadores menos eficientes. Aqueles sem acesso a eletricidade extremamente barata podem ter dificuldades para se manterem lucrativos.
3. Mobilidade necessária: Muitos operadores mantêm planos de contingência para realocar equipamentos para países vizinhos caso a repressão se intensifique. Essa necessidade de flexibilidade adiciona custos operacionais.
Perguntas Frequentes
Por que a China proibiu a mineração de Bitcoin em primeiro lugar?
A China baniu a mineração de Bitcoin em 2021 principalmente devido a preocupações com o consumo de energia e o controle financeiro. O país estava implementando políticas rigorosas de redução de carbono, e a mineração de criptomoedas, que consumia quantidades significativas de eletricidade (muitas vezes de fontes a carvão), conflitava com essas metas.
Quais regiões da China são mais ativas na mineração clandestina?
As operações parecem estar concentradas em áreas com acesso a eletricidade excedente barata, particularmente em regiões com usinas hidrelétricas (como Sichuan durante a estação chuvosa) e em parques industriais com infraestrutura elétrica subutilizada na Mongólia Interior e Xinjiang.
Como o mercado de Bitcoin está reagindo a esse desenvolvimento?
O aumento do hashrate vindo da China está contribuindo para maior segurança na rede Bitcoin, mas também está elevando a dificuldade de mineração global. Isso beneficia operadores com custos de energia muito baixos, enquanto pressiona aqueles em regiões com eletricidade mais cara. O preço do Bitcoin em si, no entanto, é influenciado por muitos outros fatores além da mineração.