SEC Lança “Project Crypto” em 2025: Modernização das Regulações de Criptomoedas nos EUA
- Qual é o objetivo principal do Project Crypto?
- Como a autocustódia será tratada?
- O que muda para as "super apps"?
- Como a DeFi será regulada?
- Perguntas Frequentes
A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) deu um passo ousado em 2025 com o lançamento do "Project Crypto", uma iniciativa que promete revolucionar o cenário regulatório de criptomoedas e blockchain no país. O projeto visa clarificar regras, permitir autocustódia e posicionar os EUA como o epicentro global da inovação financeira digital. Com mudanças significativas na custódia de ativos, integração DeFi e licenciamento flexível, a iniciativa já está sendo chamada de "o maior avanço regulatório desde a Lei GENIUS".
Qual é o objetivo principal do Project Crypto?
Lançado oficialmente em 31 de julho de 2025, o Project Crypto representa a resposta da SEC ao chamado do governo para tornar os EUA a "capital global de cripto". O presidente da SEC, Paul Atkins, deixou claro durante o anúncio em Washington D.C.: "A maioria dos ativos cripto não são valores mobiliários, e nossa confusão regulatória tem empurrado a inovação para outros países".
O projeto implementará recomendações cruciais do Relatório do Grupo de Trabalho Presidencial sobre Dados do Mercado Digital, com três pilares principais:
- Clareza na classificação de ativos (com novos testes para determinar o que é um valor mobiliário)
- Modernização das regras de custódia (incluindo o direito à autocustódia)
- Integração de tecnologias descentralizadas nos mercados de capitais
Como a autocustódia será tratada?
Em uma declaração que ecoou na comunidade cripto, Atkins afirmou: "Acredito profundamente no direito de usar carteiras digitais autocustodiadas para guardar ativos pessoais e participar de atividades como staking". Essa posição marca uma virada radical na postura da SEC, que historicamente favoreceu intermediários tradicionais.
O projeto prevê:
| Antes | Depois do Project Crypto |
|---|---|
| Custódia obrigatória por intermediários | Opção de autocustódia sem penalidades |
| Regras obscuras sobre staking | Diretrizes claras para participação em redes |
| Restrições a carteiras pessoais | Reconhecimento como direito fundamental |
O que muda para as "super apps"?
Um dos aspectos mais inovadores é a abordagem para plataformas multifuncionais. A SEC criará um novo marco legal que permite que corretoras ofereçam diversos produtos - incluindo criptoativos não-securities - sob uma única licença. "Estamos enterrando regras arcaicas que impediam a inovação", disse Atkins.
Na prática, isso significa que apps como o BTCC (que recentemente expandiu seus serviços) poderão integrar:
- Trading de criptomoedas
- Serviços DeFi
- Produtos de investimento tradicionais
- Funcionalidades bancárias
Dados da CoinMarketCap mostram que as ações de exchanges com modelos "super app" valorizaram 18% após o anúncio.
Como a DeFi será regulada?
O Project Crypto traz uma abordagem inédita para finanças descentralizadas. A SEC reconhece que "sistemas baseados em software são o futuro" e planeja:
- Criar um sandbox regulatório para protocolos DeFi
- Distinguir entre plataformas intermediadas e não-intermediadas
- Atualizar regras de conformidade para smart contracts
Hester Peirce, comissária da SEC conhecida como "Crypto Mom", liderará a força-tarefa dedicada a essas questões. Em suas palavras: "Não podemos regular o século 21 com mentalidade do século 20".
Perguntas Frequentes
Quando o Project Crypto entra em vigor?
As primeiras mudanças regulatórias devem ser implementadas gradualmente a partir do quarto trimestre de 2025, com a maioria das reformas concluídas até meados de 2026.
Como ficam os tokens considerados securities?
A SEC desenvolverá novos critérios de avaliação, mas adiantou que muitos tokens utilitários e de redes maduras não serão classificados como valores mobiliários.
O que significa para investidores brasileiros?
Com os EUA abraçando a inovação, especialistas do BTCC acreditam que isso pode influenciar reguladores globais, incluindo o Brasil. Plataformas internacionais poderão oferecer mais produtos com conformidade SEC.