Tim Cook e Trump fecham acordo histórico: Apple anuncia mega investimento direto da Casa Branca

O CEO da Apple, Tim Cook, e o ex-presidente Donald Trump surpreenderam o mercado com um anúncio conjunto na Casa Branca. Detalhes do pacote de investimentos ainda são mantidos sob sigilo, mas fontes próximas sugerem valores que podem redefinir o jogo tecnológico nos EUA.
Especialistas já especulam sobre os setores que receberão os recursos - realidade aumentada, chips semicondutores ou até mesmo infraestrutura de pagamentos digitais podem estar no radar.
Enquanto isso, no mercado financeiro, os traders já começam a precificar o movimento - porque nada faz os investidores esquecerem problemas regulatórios como um bom anúncio midiático com pompa política.
Trump aumenta tarifas enquanto a Apple tenta manter posição
O porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, vinculou o novo investimento diretamente aos objetivos econômicos de Trump, dizendo:
“O anúncio de hoje com a Apple é mais uma vitória para nossa indústria de manufatura que ajudará simultaneamente a relocalizar a produção de componentes essenciais para proteger a segurança econômica e nacional dos Estados Unidos.”
As ações da Apple subiram 6% na quarta-feira após a promessa, representando seu maior ganho intradiário desde fevereiro. Enquanto isso, Trump também assinou um decreto adicionando uma tarifa adicional de 25% sobre produtos da Índia em resposta às suas compras de petróleo russo, além de uma tarifa separada de 25% já programada para entrar em vigor no dia seguinte.
A grande dependência da Apple da Índia para a montagem do iPhone a torna um alvo direto. Trump tem pressionado repetidamente a Apple a transferir toda a produção do iPhone para fábricas nos EUA. No início deste ano, após uma reunião com Cook, Trump ameaçou impor uma tarifa de 25% se a empresa não agisse.
Enquanto autoridades têm apresentado ideias como robótica para a assembleia dos EUA, Cook tem se concentrado mais em garantir isenções tarifárias. Ele fez isso com sucesso durante o primeiro mandato de Trump e vem trabalhando para repeti-lo.
Na semana passada, durante uma teleconferência com analistas, Cook admitiu que "a grande maioria" dos iPhones vendidos nos EUA ainda são fabricados na Índia. Ele acrescentou que outros produtos, como MacBooks, iPads e Apple Watches, vêm do Vietnã.
“Obviamente, tentamos otimizar nossa cadeia de suprimentos”, disse Cook. “E, no fim das contas, faremos mais nos Estados Unidos.”
Cook também afirmou que a Apple sofreu um prejuízo de US$ 800 milhões com tarifas no último trimestre e espera que esse valor suba para US$ 1,1 bilhão até o final de setembro, a menos que haja mudanças na política comercial. Essa pressão só aumenta.
Trump agora se prepara para aplicar novas taxas a todos os produtos com chips semicondutores, que podem cair já na próxima semana. Ele também está expandindo tarifas específicas para cada país, que atingirão dezenas de parceiros comerciais na quinta-feira.
tracde Trump com a Apple mostra um padrão. Durante seu primeiro mandato, Cook conseguiu isentar diversos produtos da Apple de impostos de importação. Se conseguir fazer isso novamente, poderá ajudar a Apple a evitar aumentos de preços que reduziriam suas margens ou, pior, dariam a concorrentes como a Samsung uma vantagem de preço.
O compromisso inicial de US$ 500 bilhões da Apple em fevereiro incluía a promessa de criar 20.000 empregos, mas os números não foram muito além dos planos anunciados anteriormente. Essa promessa gerou apenas US$ 39 bilhões e cerca de 1.000 empregos por ano. Os US$ 100 bilhões extras visam fortalecer os laços com os EUA antes de uma repressão comercial mais ampla.
A notícia sobre a Apple se encaixa em uma série de lançamentos de investimentos públicos do governo Trump. No início deste ano, Trump realizou um anúncio conjunto com a Oracle, SoftBank e OpenAI, revelando um investimento de US$ 100 bilhões em data centers de IA, com planos de atingir US$ 500 bilhões.
Separadamente, Trump afirmou que a Nvidia planeja fabricar até US$ 500 bilhões em infraestrutura de IA nos EUA por meio de novas parcerias. A Casa Branca também vinculou acordos comerciais diretamente a promessas de investimento.
Em um acordo com a União Europeia, Trump garantiu US$ 750 bilhões em exportações de energia americanas e US$ 600 bilhões em investimentos americanos. Um acordo semelhante com o Japão resultou na criação de um fundo de investimento de US$ 550 bilhões voltado para projetos americanos.
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