UE em corrida contra o relógio para fechar acordo com Trump

Bruxelas acelera negociações enquanto o prazo se esgota—e o ex-presidente americano mantém suas cartas fechadas.
Diplomatas europeus suam a camisa para evitar outro capítulo de instabilidade geopolítica. Será que o velho estilo ’America First’ de Trump vai sugar a liquidez dos mercados outra vez?
A Casa Branca enviou à UE uma lista detalhada de demandas
A lista inclui o sistema tributário de valor agregado da UE, regras de segurança alimentar e impostos sobre serviços digitais nacionais.
Uma fonte do setor familiarizada com as discussões disse que Trump está buscando um rápido acordo com uma mistura de vitórias tangíveis e simbólicas, mas que as demandas de seu governo vão muito além do que a UE está disposto a - ou em alguns casos - para conceder.
Por exemplo, os impostos se enquadram na autoridade de estados membros individuais da UE; portanto, a Comissão não pode simplesmente negociá -los.
Bernd Lange, presidente do Comitê de Comércio do Parlamento Europeu, que lidera uma delegação de legisladores a Washington nesta semana, disse que os EUA estão reclamando de barreiras que não existem.
"É sobre nossos padrões, nossa regulamentação química e nossa regulamentação digital", disse ele antes da viagem. "Essas não são barreiras não tarifárias. Eles não estão sobre a mesa em negociações."
Lange acrescentou que a UE poderia revisar certas regras para ver se elas são excessivamente rigorosas, mas não abandonaria seus padrões por atacado, pois a Casa Branca parece exigir.
O governo Trump também pediu a reavaliação da fabricação, especialmente para aço, carros, telefones celulares e semicondutores, pedindo às empresas que movam a produção de volta aos Estados Unidos.
O ministro da Agricultura Irlandesa, Martin Heydon, disse na segunda -feira que a UE estava certa em buscar um acordo mutuamente benéfico e que a frustração de Trump com a recusa do sindicato em "apenas rolar" foi quase um elogio à posição do bloco.
"Somos um dos parceiros comerciais mais importantes para os EUA, por isso não devemos simplesmente concordar com todas as demandas da Casa Branca", disse Heydon. "Precisamos negociar e explicar a natureza mutuamente benéfica do comércio".
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