Mineradores de Bitcoin em Xinjiang, na China, desligaram uma parte significativa de sua capacidade de processamento
O coração do mining global deu um salto – ou melhor, uma parada súbita. A região de Xinjiang, na China, acaba de desligar uma fatia substancial de sua capacidade de hash. É um lembrete brutal de como a geografia ainda dita o ritmo da rede mais descentralizada do mundo.
O impacto imediato
Quando uma concentração significativa de poder de processamento sai do ar de uma vez, a rede sente. A dificuldade de mineração – aquela régua que se ajusta para manter os blocos em ritmo – vai ter que se recalibrar. Menos competição no curto prazo para quem ainda está minerando? Talvez. Mas também significa menos segurança transacional até que o equilíbrio se restaure.
O jogo de xadrez energético
Xinjiang não é qualquer lugar. É um hub de energia – muitas vezes barata, frequentemente baseada em carvão. A decisão de desligar não vem do vácuo. Pode ser demanda da rede local, pressão regulatória, ou a eterna dança sazonal com os recursos hídricos. Para os mineradores, é o preço de se apostar em jurisdições com energia subsidiada: a conta de luz pode ser baixa, mas o risco de desligamento é alto.
O que isso significa para o preço do BTC?
Os traders já estão coçando o queixo. Um choque na oferta de novos bitcoins pode, em teoria, criar uma pressão ascendente se a demanda se mantiver. Mas o mercado é um animal de sentimentos. A narrativa de "instabilidade na mineração chinesa" pode assustar mais do que a realidade técnica justifica. Prepare-se para volatilidade – e para uma enxurrada de análises tentando vincular hash rate a gráficos de preços, aquele passatempo favorito dos analistas que confundem correlação com causação.
O futuro é nômade
Esse não é um evento isolado; é um capítulo. A mineração de Bitcoin está em uma migração constante, fugindo de climas políticos inóspitos em busca de tomadas mais estáveis – e renováveis. Cada desligamento desses acelera a redistribuição global do hash rate. O sonho de uma rede verdadeiramente antifrágil passa por essa descentralização geográfica, mesmo que as dores de crescimento sejam agudas.
Um último pensamento, com um toque de cinismo financeiro: enquanto os fundamentistas debatem a segurança da rede, o mercado de derivativos provavelmente lucrará mais com essa notícia em 24 horas do que todos os mineradores de Xinjiang no último trimestre. A volatilidade, afinal, é o verdadeiro produto à venda.
A paralisação das atividades na China reduziu a taxa geral de mineração de BTC.
O encerramento ocorre após um período de mineração sem problemas na China, quando pools e centros de mineração locais emergiram como líderes globais. Em determinado momento, a China detinha mais de 14% do poder de hash do BTC.
A China ainda possui 1.362 nós de Bitcoin, cerca de 2,5% de toda a rede. O poder de hash do Bitcoin continuou a cair por um dia, justamente quando surgiram notícias de fazendas de mineração fechando uma após a outra.
Recentemente, os mineradores de BTC atingiram um recorde de até 1,2 Zh/s, seguido por uma queda para 869 EH/s. A paralisação ocorre em um momento em que os mineradores estão produzindo blocos com potencial perda, com base no de hash ribbon .
Mineradores de Bitcoin na China enfrentam investigações do PCC local
O governo chinês anunciou uma proibição à mineração em 2021, mas algumas regiões mantiveram sua capacidade de mineração. No final de novembro de 2025, a China era a terceira maior fonte de hashrate, apesar da proibição oficial. 2021.
No entanto, novas ameaças às operações estão levando as mineradoras a liquidar até mesmo parques hidrelétricos de mineração relativamente novos.
Segundo fontes citadas pela Blockspace, algumas das unidades mais recentes utilizam plataformas de mineração S19 XP, algumas das máquinas de mineração mais rápidas do mercado.
O hashrate do BTC começou a cair nos últimos dois dias, após surgirem informações de que mineradores chineses estão encerrando até mesmo novas operações com os equipamentos de mineração mais modernos e com capacidade instalada de até 2 GW em energia hidrelétrica. | Fonte: CoinwarzO aumento da supervisão ocorreu após uma investigação da CCP sobre operadores de mineração que promoviam seus locais de mineração em mídias sociais, incluindo TikTok e Rednote.
A exclusão de alguns mineradores chineses pode beneficiar outras pools, reduzindo ainda mais a dificuldade. No entanto, a perda de confiança nas operações de mineração pode prejudicar a reputação do setor de criptomoedas. Ao longo dos anos, o governo chinês emitiu declarações em apoio à mineração, portanto, o atual choque com o fechamento das pools foi inesperado.
A paralisação das operações de mineração coincidiu com mais uma queda no preço do Bitcoin. A principal criptomoeda chegou a cair abaixo de US$ 85.000 devido ao pânico generalizado do mercado. No geral, a mineração não afeta o Bitcoin, que continua sendo impulsionado pela especulação com derivativos, combinada com negociações à vista.
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