Moody’s entra no jogo: Agência propõe modelo de classificação de crédito para stablecoins

O mundo das criptomoedas acaba de receber um novo árbitro. A Moody's, gigante das classificações de risco, lançou uma proposta para avaliar a solidez das stablecoins – um movimento que pode separar o trigo do joio no mercado de trilhões de dólares.
Por que isso importa agora?
Com a adoção institucional em alta, a falta de padrões claros para stablecoins virou um ponto cego perigoso. A proposta da Moody's não é apenas um relatório técnico; é um sinal de que o setor tradicional de finanças está pronto para ditar as regras do jogo digital. Eles querem medir o risco de forma que os gestores de fundos de Wall Street entendam – afinal, ninguém quer ser o próximo a explicar um colapso ao conselho.
O que o modelo promete?
A estrutura mira diretamente nos pilares que sustentam uma stablecoin: qualidade das reservas, governança e liquidez. Esqueça o marketing vago sobre "totalmente lastreadas". A ideia é aplicar uma lupa financeira tradicional aos ativos digitais, criando notas de crédito que vão de 'estável' a 'especulativa'. É uma tentativa de trazer transparência para um canto do mercado que muitas vezes opera na base da confiança – e às vezes, da pura fé.
O impacto no ecossistema
Espere uma sacudida. Projetos com reservas sólidas em títulos do Tesouro americano podem sair fortalecidos, enquanto aqueles com lastro duvidoso ou governança opaca enfrentarão pressão imediata. Para exchanges e protocolos DeFi, escolher quais stablecoins listar ou integrar pode se tornar uma decisão baseada em classificação, não apenas em volume de negociação. É o tipo de mudança que separa ativos de reserva de valor de apostas arriscadas.
O veredito final?
A entrada da Moody's valida a maturidade do setor, mas também expõe sua dependência crescente dos velhos guardiões da finança tradicional. É um passo necessário para a próxima fase de crescimento – mesmo que signifique que, no fim das contas, até as moedas digitais mais disruptivas terão que responder aos mesmos avaliadores de risco que classificam dívida corporativa. Porque no mundo das finanças, alguns hábitos – como cobrar por um selo de aprovação – nunca realmente mudam.
A Moody's propõe uma nova forma de avaliar especificamente as stablecoins.
A nova estrutura da Moody's sugere que dois tokens atrelados ao dólar americano, que alegam ter lastro de 1:1, podem estar sujeitos a classificações diferentes dependendo do tipo de ativos usados para lastreá-los.
Fontes observaram que a agência de classificação de risco divulgou essa sugestão em um momento em que diversas instituições financeiras estão se preparando para começar a adotar ou aumentar o uso de stablecoins, especialmente nos Estados Unidos.
Na sequência dessa situação, a Moody's explicou que "A segunda parte da nossa análise proposta se concentraria nos riscos de valor de mercado, avaliando o risco associado a cada ativo de reserva com base em seu tipo e no prazo até o vencimento."
Para complementar essa declaração, fontes familiarizadas com o assunto destacaram que essa análise resultará na existência de taxas antecipadas aplicáveis a cada tipo de valor de ativo. Além disso, reconheceram que a proposta da agência recomenda considerar o risco operacional, o risco de liquidez, o risco tecnológico e outros fatores de uma stablecoin ao determinar sua classificação.
Como essa proposta foi compartilhada com o público para receber feedback, surgiram relatos de que a Tether , uma empresa de tecnologia financeira que emite a maior stablecoin do mundo, já havia recebido críticas no passado em relação à sua falta de transparência quanto às reservas que sustentam sua stablecoin.
Para responder a essas críticas, a fintech tomou medidas cruciais com o objetivo de tranquilizar o mercado. A empresa de criptomoedas também deixou claro que pretende lançar em breve uma stablecoin voltada para o mercado americano.
Entretanto, relatórios de outubro indicaram que a Tether anunciou ter um total de aproximadamente US$ 135 bilhões investidos em títulos do Tesouro dos EUA. Em relação à Lei GENIUS (Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins Act), recentemente aprovada , fontes confiáveis afirmaram que o projeto estabelece a primeira estrutura regulatória federal abrangente para stablecoins de pagamento nos Estados Unidos. Essas fontes mencionaram que o projeto incentiva os emissores a manterem reservas altamente líquidas para lastrear suas stablecoins.
Por outro lado, analistas argumentaram que tais reservas deveriam cobrir ativos seguros, como depósitos em bancos segurados e títulos do Tesouro dos EUA.
A proposta da Moody's suscita debates acalorados entre indivíduos.
Na sequência da proposta da Moody's, reportagens desta semana destacaram que a agência de classificação de risco apresentou um plano estratégico que descreve como avaliará as stablecoins.
Nesse plano detalhado, a Moody's afirmou que sua "metodologia de classificação intersetorial" seria o método adequado para ser aplicado globalmente às stablecoins, especialmente nos casos em que as práticas de emissão e gestão dessa criptomoeda sejam mantidas separadas de outras atividades.
A agência se referiu a esses ativos separados como ativos de reserva. Segundo ela, a segregação efetiva significa que esses ativos de reserva só podem ser utilizados para cumprir obrigações vinculadas à stablecoin. Isso se aplica mesmo se a emissora ou suas afiliadas falirem.
Vale destacar que a Moody's teria aberto espaço para comentários dos participantes do mercado sobre o sistema proposto. O prazo para envio de feedback está previsto para 26 de janeiro de 2026.
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