Hong Kong mira 2028 para compartilhamento global de dados tributários sobre criptomoedas

Hong Kong acaba de dar o primeiro passo para um futuro fiscal transparente — e os mercados de cripto estão na mira.
O que está em jogo?
A cidade iniciou negociações para implementar, até 2028, um sistema de compartilhamento automático de dados tributários relacionados a criptoativos. O movimento segue a onda global de regulação, mas coloca o centro financeiro asiático em um cronograma ambicioso.
Para que serve?
O esquema permitirá que autoridades fiscais de diferentes jurisdições troquem informações automaticamente sobre transações de criptomoedas realizadas por seus residentes. O objetivo declarado é combater a evasão fiscal e trazer clareza a um setor que tradicionalmente opera nas sombras — ou, como alguns no setor financeiro tradicional diriam, 'finalmente colocar um rastreador no cavalo selvagem'.
O que muda até lá?
Os próximos três anos serão de ajustes. Exchanges, custodiantes e até mesmo plataformas DeFi com conexões a Hong Kong precisarão se preparar para coletar, reportar e compartilhar dados de forma padronizada. A corrida pela conformidade começa agora.
O veredito?
É um golpe duplo: por um lado, sinaliza maturidade e integração institucional para as criptomoedas. Por outro, enterra de vez qualquer ilusão de anonimato total. Hong Kong não está brincando — e 2028 está mais perto do que parece.
O governo planeja alterações legislativas e novas obrigações de prestação de contas.
Os Serviços Financeiros e o Departamento do Tesouro confirmaram que as alterações à Lei de Imposto de Renda serão concluídas no próximo ano para dar suporte ao CARF e ao CRS revisado.
Segundo o Secretário de Serviços Financeiros e do Tesouro, Christopher Hui, as alterações visam alinhar Hong Kong aos padrões internacionais de cooperação fiscal e permitir a matic de informações relativas a transações com criptoativos, em regime de reciprocidade, com jurisdições parceiras adequadas.
Em 2023, a OCDE publicou o CARF, introduzindo a comunicação automática matic de transações com criptoativos e adicionando novas práticas de due diligence. Isso amplia a troca de informações financeiras entre as autoridades fiscais e incorpora produtos financeiros digitais adicionais ao novo CRS.
O documento de consulta governamental fornece detalhes sobre como as entidades declarantes deverão aderir aos procedimentos revisados, incluindo manutenção de registros, procedimentos de verificação, tratamento de dados e formatos de envio, no âmbito da nova estrutura após a sua implementação.
Além da implementação do CARF, o governo planeja introduzir o registro obrigatório para instituições financeiras que participam do reporte no âmbito do CRS. Essa proposta leva em consideração a atual revisão por pares iniciada pela OCDE, que está em sua segunda rodada em 2024, para avaliar a eficácia do sistema administrativo de Hong Kong.
O próprio governo também está tomando medidas para aumentar as penalidades e aplicá-las com mais rigor, a fim de manter a classificação da cidade nas pesquisas da OCDE e garantir seu status de conformidade.
Cronograma definido para a trocamatic a partir de 2028.
A transferênciamatic de informações fiscais sobre criptoativos está prevista para começar em 2028, após a implementação da legislação nacional necessária. O CRS alterado entrará em vigor em 2029. As autoridades acrescentaram que apenas jurisdições parceiras que cumpram os padrões dedente segurança de dados participarão do mecanismo de câmbio de Hong Kong.
Desde 2018, no âmbito das atuais jurisdições parceiras, Hong Kong participa da troca automática matic informações de contas financeiras utilizando o Sistema Comum de Referência (CRS) existente, pois isso permite que as autoridades fiscais das jurisdições parceiras usem informações compartilhadas para avaliar e investigar possíveis casos de evasão fiscal transfronteiriça.
A consulta baseia-se nas declarações anteriores, que afirmam que as iniciativas incorporariam a comunicação de ativos digitais nos mesmos mecanismos de intercâmbio internacional utilizados para as contas financeiras tradicionais.
Conforme indicam os dados anteriores, o CARF foi concebido para superar as dificuldades de reporte relacionadas a ativos digitais e garantir que as transações envolvendo criptoativos sejam consideradas parte dos mecanismos de compartilhamento de informações existentes que as administrações tributárias da região devem utilizar.
As propostas, os requisitos de reporte e os elementos de fiscalização estão descritos no documento de consulta, que pode ser consultado no site do Departamento de Serviços Financeiros e do Tesouro. O prazo para o recebimento de contribuições é 6 de fevereiro de 2026, e estas podem ser enviadas por correio ou por e-mail ao público em geral.
O governo afirmou que a opinião da população orientará a implementação do CARF e do CRS revisado, enquanto Hong Kong se prepara para lançar a troca de informações tributárias sobre criptoativos com jurisdições parceiras em 2028.
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