Confiança Britânica Desaba: Famílias em Alerta Máximo Antes de Anúncio Orçamentário Apertar o Cerco

O clima é de tensão máxima nas ilhas britânicas enquanto cidadãos se preparam para o que promete ser um dos orçamentos mais rigorosos da década.
O Desespero das Famílias
Lares por todo o Reino Unido apertam os cintos diante da expectativa de medidas duras - como se o governo precisasse ajudar as pessoas a sentir mais dor financeira.
Queda Livre na Confiança
Os números não mentem: a fé do público nas instituições e na economia despenca em ritmo acelerado, mostrando que o povo britânico já sente o cheiro do que está por vir.
O Golpe Final
Enquanto Westminster prepara seus anúncios, as ruas já antecipam o impacto - porque nada diz 'estamos juntos nisso' como fazer todo mundo sofrer igualmente. Fechamento típico de tecnocratas que acham que apertar parafusos resolve tudo.
O Brexit teve um impacto quase duas vezes maior do que o previsto na economia do Reino Unido.
A confiança pessoal e a confiança econômica geral diminuíram dois pontos percentuais cada, mas a perspectiva para as finanças pessoais está dois pontos percentuais acima do registrado em novembro passado. A perspectiva econômica geral para o próximo ano caiu seis pontos percentuais desde novembro passado, chegando a -32.
A GfK também informou que o índice de compras de bens de alto valor, que mede a confiança na compra de itens caros, caiu três pontos, para -15, alertando que as famílias podem estar reduzindo seus gastos justamente quando os varejistas se preparam para entrar em uma importante temporada de vendas.
Um novo relatório de especialistas, incluindo um economista sênior do Banco da Inglaterra, conclui que o Brexit prejudicou a economia do Reino Unido quase duas vezes mais do que as previsões oficiais haviam estimado. De acordo com uma pesquisa apresentada ao Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR), o referendo sobre a União Europeia em 2016 reduziu o PIB per capita do Reino Unido em 6 a 8%, o equivalente a £ 180 a 240 bilhões.
As projeções do OBR indicam que o impacto econômico será de aproximadamente 4%. O estudo do National Bureau of Economic Research (NBER) também afirma que o Brexit reduziu a produtividade em 3 a 4%, além de ter afetado o investimento e o emprego.
No mês passado, durante as reuniões do FMI, Reeves também apontou o Brexit como a principal causa dos problemas econômicos do Reino Unido. Na mesma reunião do FMI, o governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, apresentou um argumento semelhante, afirmando que o Brexit exacerbou os desafios de produtividade do Reino Unido.
O Ministro da Fazenda, Reeves, deverá apresentar o orçamento na próxima semana.
Recentemente, o Escritório de Responsabilidade Orçamentária (OBR) informou à Chanceler Reeves que a perspectiva era melhor do que o esperado, dando-lhe margem para reconsiderar os aumentos planejados no imposto de renda, que teriam contradito as promessas de campanha. Ainda assim, a chanceler enfrentará o desafio mais crucial de sua carreira quando apresentar o resultado na próxima semana.
Com ainda 30 bilhões de libras (39 bilhões de dólares) a serem arrecadados, ela terá que recorrer a uma série de instrumentos fiscais menores, agora que os planos para o imposto de renda sofreram alterações. Ela precisará tranquilizar os investidores em títulos que estão cada vez mais incertos sobre sua estratégia, cumprir as promessas eleitorais do partido e manter o apoio dos parlamentares da base que defendem políticas progressistas.
Economistas esperam que Reeves priorize medidas políticas que preservem a contenção fiscal, mas que também introduzam auxílios direcionados. Alguns analistas preveem apoio moderado para famílias de baixa renda ou incentivos à eficiência energética, e não cortes de impostos generalizados.
Outros esperam revisões na tributação corporativa ou em incentivos ao investimento destinados a melhorar a produtividade, uma das fragilidades estruturais mais persistentes do Reino Unido. Mas quaisquer compromissos de gastos significativos podem ser limitados pelas rígidas regras fiscais que o Partido Trabalhista prometeu seguir.
Mathew Lawrence, diretor do think tank de esquerda Common Wealth, comentou sobre a situação da Chanceler: “Politicamente, ela está tentando encontrar um equilíbrio delicado em um trilema. Os mercados de títulos, o manifesto e a pressão para fazer algo em relação aos padrões de vida que estanque a sangria crônica de apoio à esquerda.”
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