UBS dispara: S&P 500 pode atingir 7.500 pontos até 2026 com tecnologia no comando

O gigante financeiro UBS acaba de lançar uma previsão bombástica: o S&P 500 pode disparar para 7.500 pontos até 2026. O motor? A indústria de tecnologia, que continua a entregar lucros surpreendentes.
Setor tech puxa o mercado
Enquanto analistas tradicionais ainda discutem P/E ratios, as big techs estão reescrevendo as regras do jogo. A UBS aposta que essa tendência tem combustível para mais 18 meses - ou até que a próxima bolha estoure.
Wall Street vs. Main Street
Enquanto isso, o cidadão comum ainda tenta entender como o S&P está batendo recordes enquanto sua carteira de investimentos mal acompanha a inflação. Mas ei, pelo menos os robôs de investimento estão felizes.
O UBS prevê que o crescimento dos EUA dependerá inteiramente da IA.
O UBS classificou o crescimento dos EUA como "essencialmente uma grande aposta na IA", salientando que a maior parte do investimento atual está focada em tecnologia e infraestrutura de dados. Essa visão encontra respaldo em Wall Street.
Diversos economistas atribuem ao crescimento da inteligência artificial o mérito de manter a economia americana em equilíbrio, mesmo com as taxas de juros elevadas e as tensões comerciais persistindo sob a atual administração.
A UBS estimou que os investimentos de capital relacionados à IA adicionaram 78 pontos-base ao crescimento do PIB no primeiro semestre do ano. Ao incluir os gastos com software, P&D e áreas afins, esse número sobe para 1,4 ponto percentual.
A UBS descreveu esses números como "impressionantes" e os comparou à enorme expansão tecnológica do final da década de 1990, quando o investimento em computadores, software e infraestrutura de internet ajudou a impulsionar uma década de aumento da produtividade e expansão dos lucros.
O banco argumentou que a mesma dinâmica poderia estar se repetindo, só que desta vez com inteligência artificial e semicondutores no centro.
Enquanto isso, o Citi aumentou sua meta de preço para as ações da Nvidia antes da divulgação do relatório do terceiro trimestre da empresa, prevista para 19 de novembro. O banco agora vê as ações a US$ 220, acima dos US$ 210 anteriores, e mantém sua recomendação de compra.
O analista Atif Malik prevê que a Nvidia registrará vendas de US$ 56,8 bilhões, acima da estimativa de Wall Street de US$ 54,6 bilhões. "Revisamos nossas estimativas para otronde outubro em +11% após investimentos em IA mais fortes do que o esperado, demonstrados pelo anúncio da NVDA de já ter atingido 6 milhões de unidades do Blackwell", escreveu Malik.
Malik também elevou sua projeção para o mercado de semicondutores de data center em 2028, prevendo agora um tamanho total endereçável de US$ 654 bilhões, acima dos US$ 563 bilhões anteriores. Ele escreveu que a Nvidia provavelmente superará as expectativas novamente.
“Esperamos superar as expectativas e elevar as projeções para o trimestre de outubro, em 19/11. Nossa projeção de vendas para o trimestre de outubro é de US$ 57 bilhões, acima da estimativa de Wall Street de aproximadamente US$ 55 bilhões, e esperamos uma projeção de US$ 62 bilhões para o trimestre de janeiro, contra a estimativa de Wall Street de aproximadamente US$ 61 bilhões”, acrescentou. Malik também afirmou que a relação preço/lucro da Nvidia, de 28x, parece barata em comparação com concorrentes de IA como Broadcom e AMD, que são negociadas a 38x e 37x, respectivamente.
O UBS minimiza os receios de risco de bolha.
Alguns investidores expressaram preocupação sobre a sustentabilidade da atual valorização impulsionada pela IA, com as avaliações já próximas de 22 vezes os lucros futuros, muito acima da média dos últimos cinco anos. O UBS refutou os temores de bolha.
“O drama de uma bolha inflar e explodir não é inevitável”, escreveu o banco. “Podemos simplesmente ver o mercado subirtronem 2026 e depois estagnar em 2027. A chave é monitorar a transmissão da produtividade da IA para empresas não tecnológicas.”
O UBS deixou claro que sua perspectiva otimista para o S&P 500 não se baseia na valorização das ações. O banco espera que os lucros corporativos e os ganhos de produtividade impulsionem a próxima etapa do mercado.
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