Singapura prende suspeito em operação contra empresa ligada a Chen Zhi, do Grupo Prince, em caso de lavagem de dinheiro
- O que levou à operação policial em Singapura?
- Quais ativos foram apreendidos na operação?
- Como as criptomoedas estão envolvidas neste caso?
- Qual é o contexto internacional deste caso?
- Como o Grupo Prince respondeu às acusações?
- Quem é Chen Zhi e qual sua influência?
- Perguntas frequentes sobre o caso
Numa ação coordenada com autoridades internacionais, a polícia de Singapura prendeu um suspeito de lavagem de dinheiro durante uma operação contra uma empresa de crédito automóvel vinculada a Chen Zhi, presidente do controverso Grupo Prince. A investigação, que já levou ao bloqueio de mais de US$ 165 milhões em ativos, revela conexões com esquemas de criptomoedas e fraudes transnacionais. Este caso ganhou destaque após sanções dos EUA e Reino Unido contra 146 entidades ligadas ao grupo.
O que levou à operação policial em Singapura?
A operação ocorreu após denúncias de que empresas associadas a Chen Zhi estariam envolvidas em esquemas de lavagem de dinheiro em larga escala. A SRS Auto Holdings Pte, alvo da batida policial, teria ligações financeiras com outras empresas do grupo. Tan Yew Kiat, único proprietário da SRS Auto, foi preso sob suspeita de participar dessas atividades ilegais.
Fontes próximas à investigação revelaram que a operação faz parte de uma ação global contra redes cibercriminosas. "Este não é um caso isolado, mas parte de uma teia financeira complexa que se estende por vários países", comentou um analista do BTCC que acompanha o caso.
Quais ativos foram apreendidos na operação?
As autoridades confiscaram um impressionante patrimônio, incluindo:
- 6 propriedades de alto valor
- 1 iate de luxo
- 11 veículos (incluindo modelos premium)
- Contas bancárias e de investimento
- Grandes quantias em dinheiro vivo
O valor total dos bens bloqueidos ultrapassou US$ 165 milhões, segundo dados do Departamento de Justiça de Singapura. Além disso, transações suspeitas envolvendo criptomoedas chamaram a atenção das autoridades.
Como as criptomoedas estão envolvidas neste caso?
Um aspecto intrigante da investigação envolve movimentações de Bitcoin. Dias antes da operação policial em 22 de outubro, uma carteira digital associada a Chen, inativa por três anos, transferiu cerca de 15.959 BTC (equivalente a aproximadamente US$ 1,83 bilhão) para quatro novos endereços.
Analistas de blockchain identificaram conexões entre essas transações e o hack ao pool de mineração LuBian em 2020, quando 127.426 BTC foram roubados. Curiosamente, 11.886 BTC desse roubo voltaram a circular recentemente, coincidindo com os valores transferidos para as chamadas "carteiras de recuperação".
Qual é o contexto internacional deste caso?
O caso ganhou dimensão global quando autoridades americanas e britânicas impuseram sanções coordenadas contra Chen Zhi e seu grupo. As acusações incluem:
- Operação de redes de fraude no Camboja
- Desvio de bilhões de dólares
- Envolvimento em cibercrimes organizados
O Tesouro americano classificou esta como a maior ação já realizada contra uma rede cibercriminosas desta magnitude. As sanções afetam operações no Camboja, Hong Kong, Singapura e outras jurisdições.
Como o Grupo Prince respondeu às acusações?
Em comunicado oficial, o Grupo Prince "rejeitou categoricamente" todas as alegações, afirmando que nem Chen Zhi nem a empresa estiveram envolvidos em atividades ilegais. Enquanto isso, empresas vinculadas a Chen tentam recuperar acesso a contas congeladas em Singapura, alegando dificuldades financeiras para funcionários e suas famílias.
Documentos de 2017 revelam que a SRS Auto, anteriormente chamada TS-Wheelers Holdings Pte., tinha um acordo de empréstimo renovável com a Skyline Investment Management Pte., uma das entidades recentemente sancionadas pelo Tesouro americano e supostamente controlada por Chen.
Quem é Chen Zhi e qual sua influência?
Chen Zhi era uma figura poderosa no Camboja, onde recebeu em 2020 o título honorífico de Neak Oknha (equivalente a "lord" em khmer) após fazer grandes doações ao governo. Ele também obteve cidadania em Vanuatu e Chipre, conforme registros oficiais.
Apesar de sua proeminência, Chen raramente aparecia em público. Desde o anúncio das sanções, seu paradeiro é desconhecido. "Ele construiu uma rede impressionante de influência, mas manteve um perfil discreto", observou um analista financeiro que acompanha o caso há anos.
Perguntas frequentes sobre o caso
Quanto tempo a investigação contra Chen Zhi já dura?
As investigações formais começaram em outubro, mas autoridades americanas já monitoravam atividades do Grupo Prince há vários anos, conforme documentos judiciais.
As empresas ligadas a Chen ainda operam em Singapura?
Muitas tiveram contas congeladas e operações suspensas, mas processos judiciais para recuperar acesso aos recursos estão em andamento.
Qual o papel exato da SRS Auto no esquema?
A investigação ainda apura como a empresa de crédito automóvel teria sido usada para lavagem, mas documentos mostram conexões financeiras com outras empresas do grupo.