Criptomoedas dominam o futebol: patrocínios batem recorde de US$ 565 milhões na temporada /25
O dinheiro digital invade os gramados—e os tradicionais patrocinadores bancários estão ficando para trás.
Valores estratosféricos
Os US$ 565 milhões em patrocínios cripto representam o maior volume da história—superando em 40% a temporada anterior. Clubes de elite europeus e sul-americanos lideram a corrida por contratos multimilionários.
Estratégia de marketing ou aposta especulativa?
As exchanges bypassam reguladores tradicionais para alcançar milhões de fãs globalmente. Marcas como Binance e Bybit colocam logos onde instituições financeiras conservadoras hesitam em entrar.
O jogo financeiro muda—e os clubes abraçam a volatilidade por liquidez imediata. Porque no futebol moderno, gol de placa vale mais que balanço patrimonial equilibrado.
Siga o CriptoFacil no
O uso de criptomoedas no futebol global continua em expansão e alcançou a marca de US$ 565 milhões em patrocínios durante a temporada 2024/25.
De acordo com relatório da B2Binpay, o valor representa um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, sinalizando o fortalecimento da presença das criptomoedas no esporte.
PublicidadeO movimento acompanha a evolução do setor de finanças descentralizadas (DeFi), cujo valor total bloqueado (TVL) subiu de US$ 61 bilhões em janeiro de 2024 para US$ 164 bilhões atualmente. Além disso, os fan tokens de clubes de futebol atingiram US$ 1,42 bilhão em valor de mercado, segundo dados do CoinGecko.
De acordo com Andrea Morando, diretor de parcerias da Chiliz, blockchain voltada ao setor esportivo, o papel da cripto no esporte mudou desde o ciclo de alta de 2020–2021. Agora, as parcerias estão mais focadas em benefícios práticos da tecnologia blockchain, em vez de ações de marketing de curto prazo.
Entre os principais fatores que impulsionam a conexão entre cripto e futebol estão pagamentos mais rápidos para transferências de jogadores e salários, tokens de torcedores, NFTs e jogos baseados em blockchain que permitem participação em governança, recompensas e acesso a experiências exclusivas.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
- Leia também: Fundos de ETH surpreendem mais uma vez e atraem 5x mais que os de Bitcoin
Criptomoedas no futebol
O relatório destaca que tanto o futebol quanto as criptomoedas têm em comum a filosofia comunitária e descentralizada, aproximando torcedores e clubes por meio de novas formas de engajamento.
Desde 2018, o setor já acumula exemplos de integração. O Harunustaspor, da Turquia, realizou parte de uma transferência em cripto; o espanhol David Barral foi o primeiro jogador transferido totalmente por meio de criptomoeda, em 2021; e o São Paulo FC concluiu uma transferência de US$ 6 milhões usando a stablecoin USDC em 2022.
Novas parcerias também reforçam a tendência. A Bitpanda, por exemplo, fechou acordo com o Arsenal FC como parceira oficial de negociação de criptoativos. Enquanto isso, a FIFA anunciou, em maio, uma colaboração com a Avalanche para criar sua própria blockchain e desenvolver jogos digitais no setor.
PublicidadeEm paralelo, a Associação de Futebol da Argentina (AFA) firmou contrato com a Win Investments para tokenizar direitos de treinamento de jogadores.
De acordo com a B2Binpay, a expectativa é que a integração entre cripto e futebol continue a crescer, ampliando o papel da tecnologia blockchain em contratos, engajamento de torcedores e operações financeiras dentro do esporte.
- Leia também: Cripto em queda: Veja as top 4 pré-vendas que investidores estão de olho