Google desvenda as revoluções da IA no financeiro: bancos correm para não virar dinossauros
Algoritmos agora decidem seu crédito antes mesmo de você pedir—e com menos viés humano (supostamente).
Fraude? Detectada em 0,3 segundos. Carteiras de investimento? Otimizadas por robôs que nunca dormem. Os bancos tradicionais parecem lentos como câmbio manual em era de pix.
Mas calma: enquanto os grandes jogadores ’integram soluções disruptivas’, o cliente ainda paga R$ 15 por TED depois das 18h. Evolução tem limites.

O Google apresentou nesta terça-feira (27), em São Paulo, as principais tendências da inteligência artificial (IA) que transformarão o mercado financeiro nos próximos anos. Durante o evento FinFacts, Rafael D´Avilla, head de serviços financeiros do Google Cloud, destacou como a tecnologia já está impactando bancos e instituições financeiras.
O executivo ressaltou que o Google Cloud atende clientes como Banco BV, Banco Rendimento e Mercado Bitcoin. Ele iniciou sua apresentação falando sobre a busca assistida, destacando que instituições financeiras possuem grande volume de dados, mas ainda lutam para gerar valor real a partir deles. Desse modo, com ferramentas de IA, essas organizações podem difundir informações segmentadas com mais eficiência.
D´Avilla exemplificou com o Agent Space, uma solução que o Google lançou recentemente e que estará em destaque em futuras apresentações do setor. Esse recurso já permite avanços significativos na organização e interpretação de dados financeiros complexos.
O executivo também abordou o papel da IA multimodal, que combina capacidades de leitura, audição e visão para aprimorar a experiência dos usuários de serviços financeiros. Ele explicou que, com essa tecnologia, um aplicativo bancário pode reconhecer um recibo por imagem, ouvir comandos de voz e consultar históricos para fornecer respostas precisas.
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Google e as tendências de IA
Imagem: CriptoFácil
Além disso, D´Avilla destacou a importância dos agentes de workflow, que automatizam tarefas repetitivas. Com isso, os profissionais do setor podem focar em atividades que exigem mais análise e criatividade, elevando a produtividade.
Ele também enfatizou os avanços do Google Cloud na segurança com IA, onde as ferramentas analisam dados não estruturados para identificar padrões complexos. Isso ajuda na prevenção de fraudes financeiras e ciberataques, desafios críticos para bancos e fintechs.
D´Avilla concluiu relacionando as tendências apresentadas aos três pilares estratégicos do Google Cloud para o mercado financeiro. O primeiro pilar foca na personalização de produtos e aconselhamento, integrando dados de diferentes áreas para oferecer recomendações personalizadas.
De acordo com ele, o segundo pilar trata da automação das operações de middle e back office, substituindo processos manuais por workflows automatizados que garantem mais eficiência e redução de custos operacionais. Por fim, o terceiro pilar concentra-se no gerenciamento de riscos, utilizando as tecnologias do Google para criar modelos sofisticados de simulação e previsão financeira e regulatória.
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