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Coinbase adota a CCIP da Chainlink para levar cbBTC e cbXRP a novas blockchains

Coinbase adota a CCIP da Chainlink para levar cbBTC e cbXRP a novas blockchains

Published:
2025-12-14 20:00:07
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Coinbase acaba de dar um salto estratégico. A gigante das exchanges integrou a Cross-Chain Interoperability Protocol (CCIP) da Chainlink, abrindo caminho para que seus ativos tokenizados, cbBTC e cbXRP, escapem do ecossistema Ethereum e ganhem liquidez em múltiplas redes.

Por que isso importa? Interoperabilidade real.

Até agora, os ativos de Coinbase estavam essencialmente presos. A CCIP da Chainlink corta essa limitação. A infraestrutura permite que cbBTC e cbXRP sejam transferidos de forma segura e verificável entre blockchains, sem depender de pontes centralizadas ou soluções de custódia fragmentadas. É um bypass direto ao problema de liquidez isolada.

O que muda para o mercado?

Imagine cbBTC gerando yield em protocolos DeFi na Avalanche ou sendo usado como colateral na Base, a L2 da própria Coinbase. A jogada não é apenas técnica; é uma expansão agressiva do alcance desses ativos. A exchange está efetivamente construindo seus próprios "rails" de liquidez, competindo com ofertas nativas de outras chains.

O lado cínico da força.

Claro, há um sabor inconfundível de centralização aqui. Coinbook, o braço institucional, agora tem uma ferramenta poderosa para direcionar fluxos de capital para onde for mais lucrativo—para eles. É a velha guarda da finança tradicional vestindo o manto da inovação Web3, controlando os canos por onde o dinheiro digital flui. Mais uma camada de abstração, o mesmo jogo de poder.

O veredito final? Um movimento necessário, mas que consolida ainda mais o poder das grandes players. A interoperabilidade chegou, mas veio com o logotipo de uma corporação já estabelecida.

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A Coinbase avançou mais um passo na expansão de seus ativos encapsulados ao escolher a CCIP da Chainlink como solução exclusiva para conectar cbBTC, cbETH, cbXRP e outros tokens a novas blockchains. O movimento reforça a estratégia da empresa de criar ativos portáveis e seguros em múltiplas redes, abrindo caminho para um ecossistema mais integrado.

Segundo a exchange, o conjunto de ativos wrapped da Coinbase soma hoje cerca de US$ 7 bilhões em valor. A integração com a Chainlink permitirá que esses tokens se movam com mais rapidez e segurança por diferentes redes sem a necessidade de modelos tradicionais de ponte, considerados mais vulneráveis.

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CCIP Torna Integração Cross-Chain Mais Simples E Mais Segura

A Coinbase descreveu a CCIP como sua “solução exclusiva de bridging”. A tecnologia usa “pools de tokens auditados” e contratos inteligentes para transferir valor entre redes de maneira segura. Esse modelo contrasta com pontes baseadas em wrapping simples, que historicamente sofreram ataques significativos no setor.

Josh Leavitt, diretor sênior de produto da Coinbase, afirmou que a escolha se baseia na liderança da Chainlink no setor.

A infraestrutura deles oferece um meio confiável para expandir nossa linha de Wrapped Assets”, disse o executivo.

A CCIP, lançada em fase beta em 2023, cresceu rapidamente. Ela já funciona em todo o ecossistema EVM e em redes alternativas como Solana, Monad e Aptos, além de soluções de escalabilidade ligadas ao Bitcoin, como BOB e Babylon. A rede global Swift também testou a CCIP com sucesso em um piloto envolvendo bancos.

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Base, Solana e Novas Redes Entram No Mapa Da Coinbase

A integração chega poucas semanas após a Base, rede incubada pela Coinbase, lançar sua primeira ponte oficial para Solana usando tecnologia da Chainlink. A colaboração não é novidade: a chainlink já fornece feeds de dados e canais de comunicação para várias iniciativas ligadas à Coinbase.

Os Wrapped Assets da Coinbase funcionam como versões tokenizadas de criptomoedas mantidas pela empresa em reserva 1:1. Isso garante que cada unidade de cbBTC ou cbXRP corresponda exatamente ao ativo original sob custódia da plataforma.

Segundo a Chainlink, o protocolo CCIP usa as mesmas redes de oráculos que “protegem mais de 70% do DeFi global”, envolvendo mais de US$ 27 trilhões em volume de transações. A empresa argumenta que essa estrutura reduz riscos e cria um ambiente mais confiável para transferências entre redes.

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Com essa parceria, a Coinbase prepara o terreno para expandir sua presença cross-chain. A empresa aposta que, ao facilitar a circulação de ativos wrapped em múltiplas blockchains, poderá impulsionar novos casos de uso e ampliar a liquidez de seus produtos.

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