Meta sofre prejuízo bilionário com metaverso e anuncia cortes drásticos
O sonho do metaverso tem um preço — e a Meta está pagando em bilhões.
Os números não mentem: a aposta da empresa na realidade virtual virou um ralo de recursos. Os investidores estão vendo o dinheiro evaporar enquanto os executivos tentam justificar a visão de um futuro digital que ainda não chegou.
O corte veio rápido e profundo
A resposta foi uma série de cortes drásticos. Equipes inteiras foram desmontadas, projetos ambiciosos foram arquivados e o foco voltou ao que ainda gera receita — as plataformas tradicionais. É uma retração forçada, um reconhecimento tácito de que a corrida pelo metaverso está custando mais do que a empresa pode suportar.
O que isso significa para o futuro?
A Meta não está abandonando o metaverso, mas está apertando o cinto. A estratégia agora é sobreviver até que a tecnologia amadureça e — esperam os otimistas — os usuários finalmente apareçam. Enquanto isso, os acionistas ficam com a conta de um experimento caríssimo, um lembrete clássico de como o hype tecnológico muitas vezes supera a realidade financeira.
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Em 2021, o Facebook mudou seu nome para Meta e anunciou, de forma triunfal, sua entrada no setor do Metaverso. Quatro anos depois, a empresa pretende cortar 30% das vagas do Reality Labs, o setor da empresa responsável pela mudança. De acordo com fontes, esses cortes devem começar no início de 2026.
O planejamento interno da Meta, de acordo com matéria da Bloomberg, indica que as reduções ocorreram em todos os setores da empresa. No entanto, a maioria das áreas terá redução máxima de 10% nos seus investimentos. Já a maior perda ficará com a Reality Labs, responsável pelo Horizon Worlds e pela linha de headsets Quest.
PublicidadeSe a Meta optar por cortes dessa magnitude, a reestruturação poderá envolver reduções de pessoal no início de 2026. A decisão veio na esteira do prejuízo bilionário do Reality Labs, que acumulou perdas de US$ 70 bilhões em apenas quatro anos.
No último ciclo de alta, em 2021, o metaverso era o grande tema do momento e vários projetos se destacaram. Só que agora, a Meta pretende direcionar seus esforços para o setor destaque da vez: Inteligência Artificial (IA). A queda do metaverso foi tamanha que os tokens do setor perderam mais de US$ 1 bilhão em valor de mercado.
Os 10 maiores tokens de IA em valor de mercado. Fonte: CoinGecko.
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Sai o metaverso, entra IA
Fontes familiarizadas com as negociações disseram à Bloomberg que a equipe do metaverso foi pressionada a fazer cortes mais drásticos porque a Meta não vê mais o setor como um todo migrando para a realidade virtual e mundos virtuais tão rapidamente quanto se esperava.
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O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, rebateu as especulações de que a empresa estaria se afastando do metaverso ao longo de 2023. Na época já se especulava que a Meta voltaria seus olhos para IA, coisa que Zuckerberg classificou como “alegações imprecisas“.
Mas os anos seguintes trouxeram pouco progresso para a Horizon Worlds, que não emplacou nenhum grande sucesso. Os prejuízos acumulados pelo setor chegaram a impactar as ações da Meta, cujo preço chegou a cair mais de 70% entre 2021 e 2023.
O mercado aparentemente gostou da mudança e as ações da Meta acumulam alta de 4,2% no pregão desta quinta-feira (04), valendo US$ 667,46. Zuckerberg passou o último ano direcionando sua atenção para modelos de IA generativa e o hardware de consumo projetado para suportá-los.
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Preço das açõesda Meta nos últimos cinco anos. Fonte: TradingView.
Enquanto isso, o entusiasmo pelas plataformas do metaverso também evaporou nos mercados de criptomoedas. O Render, maior token da categoria, tem um valor de mercado inferior a US$ 1 bilhão e não está mais no Top 100. A rede mudou sua proposta para criar uma rede descentralizada para renderização 3D e cargas de trabalho de IA, mas isso não impulsionou uma recuperação no preço do token.
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