Cazaquistão mira US$ 1 bilhão em reservas de criptomoedas até 2026 – Um salto ousado na adoção institucional
O Cazaquistão está fazendo uma jogada ousada no mercado de criptomoedas. O país anunciou planos para acumular até US$ 1 bilhão em reservas digitais até 2026 – um sinal claro de que as criptomoedas estão ganhando espaço nos cofres soberanos.
Estratégia arriscada ou visão de futuro?
Enquanto economistas tradicionais torcem o nariz, o Cazaquistão parece determinado a diversificar suas reservas com ativos digitais. A medida coloca o país na vanguarda da adoção institucional de criptomoedas – e deixa os bancos centrais mais conservadores com um pé atrás.
Claro, sempre há um banqueiro de terno caro para lembrar que 'diversificação' é apenas uma palavra chique para 'não colocamos todos os ovos no mesmo cesto falido'. Mas quando se trata de cripto, o Cazaquistão claramente aposta no longo prazo.
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O Cazaquistão está avançando para a fase operacional de seu ambicioso projeto de criar um fundo de reserva nacional em criptomoedas, com um patrimônio planejado entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão.
De acordo com relatório da Bloomberg, a expectativa é que o fundo seja lançado no início de 2026, marcando a institucionalização da estratégia digital do país.
PublicidadeEm declarações à revista dos EUA, o governador do Banco Nacional do Cazaquistão, Timur Suleimenov, detalhou a estratégia de investimento, que é marcadamente cautelosa. Afinal, o fundo não terá exposição direta a criptomoedas voláteis como Bitcoin.
Em vez disso, seguirá um modelo inédito em nível estatal, alocando seus recursos em Fundos de Investimento Negociados em Bolsa (ETFs) com foco no setor e em ações de empresas estabelecidas ligadas ao ecossistema cripto.
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Trajetória de regulamentação e ambição institucional
Este anúncio concretiza um plano que ganhou forma em junho. Na ocasião, o governo cazaque confirmou oficialmente a criação da primeira reserva soberana de criptomoedas da Ásia Central.
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Em comunicado, o Banco Nacional do Cazaquistão enfatizou que a medida seguia as melhores práticas internacionais de fundos soberanos. Assim, estabelece novos parâmetros para a gestão pública de ativos digitais, com foco em “transparência, segurança e solidez institucional”.
A jornada do país no ecossistema de ativos digitais é marcada por uma evolução rápida. O Cazaquistão ganhou protagonismo global em 2021, ao absorver mineradoras de Bitcoin expulsas da China, chegando a responder por impressionantes 27% da produção mundial.
Além disso, em 2022, o país já demonstrava sua postura pioneira quando anunciou uma parceria estratégica com a Binance. Esta parceria desenvolveria o “tenge digital”, sua moeda digital de banco central (CBDC), na BNB Chain – marcando a primeira vez que a rede da Binance hospedaria uma CBDC.
PublicidadeO país também anunciou a Zona Econômica Solana Cazaquistão (ZESC), uma parceria com a Solana Foundation para criar o primeiro hub de Web3 na região. O presidente do país, Kassym-Jomart Tokayev, também anunciou a criação de CryptoCity, uma zona piloto onde as autoridades autorizarão pagamentos com criptomoedas no cotidiano.4
A nova proposta sinaliza uma guinada dos planos do país em direção a instrumentos financeiros regulados que são “adjacentes” aos criptoativos, permitindo que o país se beneficie do crescimento do setor enquanto mitiga riscos regulatórios, de custódia e de volatilidade inerentes à posse direta de tokens.
Dessa forma, a estrutura do fundo transforma o produto de atividades ilícitas ou não reguladas em um investimento de Estado formal e seguro. Para observadores do mercado, a estratégia do Cazaquistão pode estabelecer um precedente crucial para outras nações que consideram criar programas de reserva em ativos digitais.
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