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Galípolo revela: Tecnologias como o Pix já resolvem desafios das CBDCs antes mesmo de sua chegada

Galípolo revela: Tecnologias como o Pix já resolvem desafios das CBDCs antes mesmo de sua chegada

Published:
2025-08-06 13:30:00
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Enquanto bancos centrais correm para lançar suas moedas digitais, o Pix mostra que o futuro já chegou – e sem burocracia.

Subheader: A corrida das CBDCs vs. a realidade do Pix

Enquanto reguladores debatem frameworks intermináveis, o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos corta intermediários e ganha adoção massiva. Quem precisa de moeda digital estatal quando a infraestrutura privada já funciona?

Subheader: Tecnologia versus política monetária

O Pix não esperou por comitês governamentais ou testes piloto. Implementado em meses, resolveu problemas que as CBDCs prometem endereçar... algum dia. Bancos tradicionais torcem o nariz, mas os números não mentem: 140 milhões de usuários não estão errados.

Subheader: O elefante na sala regulatória

Se a inovação já aconteceu fora do sistema bancário tradicional, qual o real propósito das CBDCs? Controle monetário ou apenas tentativa tardia de acompanhar o setor privado? (Dica: olhe para o spread bancário).

Última linha provocativa: Enquanto os bancos centrais 'estudam', o mercado já partiu para a ação – com ou sem permissão.

Brasil Galípolo DREX

Presidente do BC reforça que Drex não é uma CBDC (Central Bank Digital Currency) tradicional e destaca papel crescente de stablecoins como meio de pagamento.

“Pix resolve boa parte dos problemas”

Em pronunciamento durante a abertura do Blockchain Rio 2025, o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, reforçou a importância de diferenciar claramente criptoativos, stablecoins e moedas digitais de banco central (CBDCs) no cenário da inovação financeira.

Ele destacou que, ao contrário dos criptoativos, que se comportam majoritariamente como ativos de investimento, ferramentas como o Pix já atendem a grande parte dos objetivos que motivam a criação de CBDCs:

imagem: Heitor Pinheiro

Soluções como o Pix resolvem boa parte dos problemas que as CBDCs querem endereçar, disse Galípolo, reforçando que o sistema já proporciona inclusão, rastreabilidade e eficiência nos pagamentos.

Sobre os criptoativos, o presidente do BC explicou que o termo é mais apropriado que “criptomoeda”, pois muitos desses tokens não cumprem integralmente as funções monetárias clássicas — meio de troca, unidade de conta e reserva de valor —, funcionando mais como instrumentos de investimento:

Boa parte dos criptoativos se comporta como ativo de investimento e não como moeda de uso cotidiano, afirmou Galípolo.

Ele também ressaltou que stablecoins, especialmente as lastreadas em títulos públicos americanos, desempenham papel distinto ao manter valor estável e facilitar transações:

A stablecoin busca preservar valor e facilitar o pagamento, sem competir com o mercado de juros, justamente por não remunerar o detentor, explicou, destacando que a regulação nos EUA impede o pagamento de juros aos usuários desse tipo de ativo.

DREX não caracteriza uma CBDC tradicional

Com relação ao Drex, o presidente do BC foi categórico ao esclarecer que o modelo brasileiro não caracteriza uma CBDC tradicional. Em vez disso, trata-se de uma infraestrutura de tokenização de ativos, voltada a contratos inteligentes, colateralização e eficiência transacional, sem alterar o arranjo monetário existente:

O Drex não transforma depósitos em passivos do Banco Central. Sua função é tecnológica, focada em solucionar problemas com precisão e usando a tecnologia mais adequada, reforçou Galípolo.

Ele completou afirmando que, considerando o sofisticado ecossistema brasileiro — incluindo Pix e Open Finance — é possível endereçar muitos dos desafios associados às CBDCs sem transformar o modelo monetário atual.

Pix terá novas funcionalidades até 2028

Com 858 milhões de chaves registradas, 6,4 bilhões de transações e um volume transacionado de R$ 2,8 trilhões em junho, Galípolo também apontou que o Pix está recebendo novas funcionalidades previstas até 2028, como pagamento por aproximação, Pix parcelado, Pix como garantia para crédito e aprimoramentos em segurança e rastreamento de fraudes

O Pix Automático, por exemplo, entrará em operação em junho de 2025 e beneficiará cerca de 60 milhões de brasileiros sem cartão, ao facilitar cobranças recorrentes com praticidade e segurança, reforçou o presidente do BC.

O artigo Galípolo diz que tecnologias como Pix resolvem boa parte dos desafios impostos às CBDCs foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

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