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EUA miram Groenlândia para megaoperação de mineração de Bitcoin com energia glacial

EUA miram Groenlândia para megaoperação de mineração de Bitcoin com energia glacial

Published:
2026-01-08 13:00:00
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Washington está de olho no gelo ártico — não por petróleo, mas por poder de processamento. Fontes próximas ao Departamento de Energia confirmam negociações avançadas para estabelecer uma das maiores fazendas de mineração de Bitcoin do planeta no território autônomo dinamarquês.

O Plano: Energia Barata, Frio Gratuito

A jogada é clássica na indústria: ir onde a energia é abundante e barata. A Groenlândia, com seu potencial hidrelétfico massivo e ainda pouco explorado, oferece eletricidade a preços irrisórios. O clima ártico, por sua vez, corta os custos de refrigeração dos data centers — um dos maiores gastos operacionais — praticamente a zero. É economia pura, com um bônus geopolítico.

Uma Jogada Geopolítica em Cadeias de Blocos

Analistas veem a movimentação como mais do que um negócio. É um posicionamento estratégico. Ao ancorar uma parte significativa do hashrate global em solo sob influência ocidental, os EUA fortalecem sua soberania no ecossistema digital. Enquanto a China mantém sua proibição, o Ocidente corre para garantir sua fatia do futuro financeiro — mesmo que esse futuro seja minerado no permafrost.

O Ceticismo de Wall Street

Naturalmente, os tradicionais de Wall Street torcem o nariz. Um gestor de hedge fund, que pediu anonimia, soltou a pérola cínica: "Ótimo. Em vez de queimar carvão no Wyoming, vão derreter geleiras na Groenlândia. O planeta agradece pelo upgrade ecológico." A crítica, porém, ignora o apetite do mercado por ativos escassos — sejam metais preciosos ou bits digitais.

O futuro da mineração pode não ser subterrâneo, mas glacial. E os EUA não pretendem ficar de fora dessa corrida ao ouro — ou melhor, ao gelo que resfria os computadores que cunham o ouro digital.

O clima e a energia da Groenlândia podem possibilitar a mineração de Bitcoin a custos ultrabaixos para uma reserva estratégica dos EUA.

Enquanto os Estados Unidos avaliam a criação de uma reserva nacional estratégica de Bitcoin, a Groenlândia surge como uma peça improvável, mas potencialmente determinante.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve se reunir com líderes dinamarqueses na próxima semana, reforçando o compromisso de Washington com o objetivo do presidente Donald Trump de controlar a ilha ártica.

Clima frio como vantagem competitiva

Participantes da Polymarket já apostam em diferentes cenários antes da reunião de Rubio com autoridades dinamarquesas. Defensores afirmam que a medida pode posicionar os EUA como força dominante na mineração de Bitcoin.

A percepção geral é que o clima extremo da Groenlândia e seu potencial energético são fatores estratégicos. A mineração de Bitcoin exige grande poder computacional e sistemas de resfriamento, evitando superaquecimento.

As temperaturas negativas durante todo o ano poderiam funcionar como um sistema de refrigeração natural, diminuindo drasticamente os custos de energia. Além disso, a perfuração para petróleo e a energia hidrelétrica poderiam proporcionar eletricidade barata e estável para operações em larga escala.

8. Bitcoin Mining 🪙

With the U.S. talking about a National Bitcoin Strategic Reserve, Greenland could provide a stronghold for Bitcoin mining just like in nearby Iceland.

The weather is perfect for mining BTC, and energy costs could drop from drilling oil and hydro plants. pic.twitter.com/zNxQqWKZ5D

— Greg Tomaselli (@GregTomaselli) January 7, 2025

A proposta também chamou atenção de comentaristas não convencionais. O influenciador Andrew Tate defendeu que o clima da Groenlândia torna o local ideal para uma reserva de Bitcoin dos EUA com custos reduzidos.

“… A Groenlândia será conquistada pelos EUA e usada como refrigeração permanente para operações de mineração de BTC. Isso permitirá ao governo americano construir uma reserva estratégica de BTC com custos mais baixos”, disse Tate no X.

Islândia serve como precedente

A iniciativa possui precedente na Islândia, onde a mineração de Bitcoin prosperou devido à oferta abundante de energia renovável.

Plantas geotérmicas e hidrelétricas asseguram eletricidade excedente para mineradoras, atuando como carga flexível para equilibrar a rede de energia local. No entanto, a participação da ilha nórdica neste setor foi alvo de controvérsias, diante de preocupações com segurança alimentar e sustentabilidade energética.

O Fórum Econômico Mundial destaca que o clima frio e a infraestrutura de energia renovável tornam a Islândia um destino atraente para operações de mineração de cripto. A Groenlândia poderia seguir esse exemplo, estabelecendo um novo horizonte para as ambições norte-americanas em criptoativos.

Renewable energy and a cold climate make Iceland a popular bitcoin mining destination. Read more: https://t.co/mt8EixvQrH pic.twitter.com/jppRv6dnJe

— World Economic Forum (@wef) February 13, 2018

De território inexplorado a hub de mineração

Atualmente, a Groenlândia não abriga operações de mineração de Bitcoin. Para os EUA, garantir a ilha teria dois objetivos: aproveitar vantagens energéticas e climáticas para mineração, e conquistar posicionamento estratégico nos mercados globais de criptoativos.

Especialistas projetam que, ao desenvolver estruturas de mineração em larga escala, os EUA poderiam produzir Bitcoin a uma fração do custo mundial, acumulando assim uma expressiva reserva estratégica nacional.

A estratégia segue a tendência de fortalecimento das reservas próprias dos EUA em Bitcoin. Recentemente, surgiram informações sobre suposta posse de US$ 60 bilhões em Bitcoin pela Venezuela, um montante não verificado e, em grande parte, inacessível por entraves legais e jurisdicionais.

Global Hashrate HeatmapMapa global do hashrate. Fonte: Hashrate Index

Essa diretriz segue a tendência de fortalecimento das reservas próprias dos EUA em Bitcoin. Recentemente, o BeInCrypto divulgou informações sobre suposta posse de US$ 60 bilhões em Bitcoin pela Venezuela, um montante não verificado e, em grande parte, inacessível por entraves legais e jurisdicionais.

Analistas ressaltaram que mesmo se os EUA conseguissem congelar ou tomar tais reservas, obstáculos jurídicos e práticos tornam a tarefa bem mais complexa em comparação à construção de operações domésticas ou árticas de mineração.

Ainda assim, o cenário da Groenlândia poderia transformar o mercado de cripto. Com a criação de um polo minerador eficiente, os EUA teriam capacidade de gerar Bitcoin em escala inédita, influenciando a oferta mundial e estabelecendo uma influência estratégica inédita entre nações.

Uma possível reserva também funcionaria como proteção diante de oscilações de mercado, semelhante às discussões sobre reservas de ouro e moedas estrangeiras.

Enquanto o secretário Rubio se prepara para o encontro na Dinamarca, o mundo acompanha se a Groenlândia se consolidará como símbolo do avanço econômico e tecnológico dos EUA.

Caso a iniciativa avance, a ilha ártica pode deixar de ser um posto remoto para se tornar o centro do ativo digital de maior valor no planeta.

O artigo EUA querem Groenlândia como base para minerar Bitcoin foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

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