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Investidores Europeus Retiram-se de Ações dos EUA Devido às Ameaças Comerciais de Trump em 2026

Investidores Europeus Retiram-se de Ações dos EUA Devido às Ameaças Comerciais de Trump em 2026

Published:
2026-01-25 02:49:02


O ano de 2026 começou com um terremoto nos mercados financeiros globais. Investidores europeus, que há anos impulsionavam os índices recordes dos EUA, estão agora reconsiderando suas alocações. Com as recentes ameaças comerciais de Donald Trump contra oito países europeus, gestores de patrimônio como a Amundi SA e a Tikehau Capital relatam um aumento nas solicitações de redução de exposição aos EUA. Enquanto o S&P 500 caiu 2,1% nesta semana, mercados como o KOSPI da Coreia do Sul (80% em 2025) e o STOXX 600 europeu (32%) surgem como alternativas. Será este o fim da hegemonia dos ativos americanos? Analisamos os dados, as estratégias de diversificação e os riscos de represálias – incluindo a polêmica proposta de Trump de transformar o Canadá no "51º estado".

Por Que os Investidores Europeus Estão Repensando os EUA?

Vincent Mortier, CIO da Amundi (€2,3 trilhões sob gestão), foi direto ao ponto em entrevista: "Desde abril de 2025, vemos clientes diversificando portfólios para reduzir dependência dos EUA. Agora, o movimento acelerou." Os números impressionam – europeus detinham US$10,4 trilhões em ações americanas até setembro passado, sendo mais da metade concentrada nos países alvo de Trump. Para Hugo Ste-Marie, estrategista do Scotiabank, o dado crucial é que 49% de todas as ações dos EUA estão em mãos estrangeiras. "Isso dá poder para movimentar o mercado", alerta.

Os Novos Campeões dos Retornos Globais

Enquanto o S&P 500 rendeu modestos 16% em 2025, outros mercados dispararam:

  • Coreia do Sul (KOSPI): +80%
  • Europa (STOXX 600): +32%
  • Japão (Topix): +23%
  • Canadá (Índice Principal): +28% – melhor desempenho em 20 anos

Raphael Thuin, da Tikehau Capital (€50 bi), explica: "O dólar mais fraco e o consumo europeu em alta criaram um cenário perfeito para rotacionar capital." Dados do TradingView mostram que, nos últimos três anos, europeus aumentaram posições nos EUA em US$4,9 trilhões (+91%). Uma reversão seria histórica.

O Caso Canadense: Quando as Ameaças Viram Catalisador

O premiê Mark Carney causou frisson em Davos ao declarar: "Trump transformou relações financeiras em arma." Tudo começou quando o ex-presidente ameaçou usar "violência econômica" para anexar o Canadá – levando fundos de pensão locais a reduzirem exposição. Sebastien Page, da T. Rowe Price (US$1,8 tri), ironiza: "Segundo livros, tarifas deveriam prejudicar exportadores. Mas aqui estão estimulando diversificação."

Riscos e Oportunidades em 2026

Mathieu Racheter, do Julius Bär (CHF 520 bi), adverte: "Ninguém quer ficar preso ao dólar neste cenário." Porém, Nikolaos Panigirtzoglou (JP Morgan) pondera: "ETFs de ações dos EUA ainda mantêm fluxos estáveis." Já o fundo de pensão dinamarquês SISA (DKK 7 bi) debate vender parte de seus 50% em ativos americanos. "É como desarmar uma bomba – requer tempo e precisão", compara um analista do BTCC.

Este artigo não constitui aconselhamento de investimento. Fontes: Federal Reserve (09/01/2026), TradingView, CoinMarketCap.

Perguntas Frequentes

Quanto os europeus investem em ações dos EUA?

US$10,4 trilhões até setembro de 2025, sendo 49% do total de ações americanas.

Quais mercados superaram os EUA em 2025?

Coreia do Sul (+80%), Europa (+32%), Japão (+23%) e Canadá (+28%).

Trump pode retaliar contra vendedores de ativos?

Ele ameaçou "medidas massivas", mas especialistas duvidam da aplicabilidade prática.

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