Coreia do Sul propõe congelamento de pagamentos para combater manipulação de criptomoedas - Medida radical chega ao mercado
O regulador financeiro sul-coreano saca a arma pesada contra traders desonestos.
A Comissão de Serviços Financeiros (FSA) acaba de propor um sistema de congelamento instantâneo de pagamentos. O alvo? Operações suspeitas em exchanges de criptomoedas. A medida busca cortar pela raiz esquemas de bombeamento e despejo (pump-and-dump) e lavagem de dinheiro que ainda assombram o setor.
Como a trava funcionaria
As exchanges teriam autoridade para bloquear transações de saque em tempo real quando detectarem padrões anômalos. Pense em grandes transferências para carteiras não verificadas ou movimentos coordenados em tokens de baixa liquidez. O sistema age primeiro, pergunta depois - uma abordagem que já causa arrepios na comunidade cripto local, famosa por seu apetite por altcoins voláteis.
O contexto regulatório
A Coreia do Sul não está brincando em seu papel de laboratório de regulação cripto. O país implementou a regra de identidade real em 2021 e agora avança para o monitoramento proativo. A proposta surge enquanto outros mercados globais ainda debatem frameworks básicos - os sul-coreanos parecem decididos a escrever o manual, página por página.
O impacto no ecossistema
Exchanges terão que reforçar seus sistemas de compliance, possivelmente elevando custos operacionais. Traders institucionais provavelmente aplaudirão a maior segurança, enquanto especuladores de varejo podem sentir o cerco apertar. É o clássico trade-off entre liberdade e proteção - com o governo apostando que investidores preferem mercados limpos a cassinos digitais.
A medida chega como um lembrete: inovação financeira não significa anarquia regulatória. Enquanto alguns veem blockchain como território sem lei, a Coreia do Sul está desenhando fronteiras bem definidas - mesmo que isso signifique congelar alguns ativos no processo. Porque no fim, até os revolucionários digitais precisam de alguém para impedir que roubem o cofre.
A FSC propõe o congelamento de pagamentos para evitar perdas em ativos virtuais
Na reunião da FSC, o comitê observou que, de acordo com a atual Lei de Proteção ao Usuário de Ativos Virtuais, o confisco ou a recuperação de ganhos ilícitos provenientes de ativos virtuais geralmente exige uma investigação do Ministério Público. A Comissão também observou que a apreensão de ganhos ilícitos com ativos virtuais requer um mandado judicial, o que aumenta o risco de transferência de ativos durante esse período.
Um membro da comissão citou o mecanismo de suspensão de pagamentos para contas suspeitas de manipulação de ações. A suspensão de pagamentos foi implementada por meio da modificação da Lei do Mercado de Capitais em abril do ano passado.
Em setembro do ano passado, a Força-Tarefa Conjunta de Erradicação da Manipulação de Preços de Ações descobriu o “primeiro escândalo” e suspendeu os pagamentos a 75 contas em um caso de manipulação de preços de ações de 100 bilhões de won envolvendo uma coalizão de indivíduos ricos. O escândalo foi o primeiro caso doméstico tratado pela força-tarefa conjunta contra a manipulação de ações, envolvendo o congelamento preventivo de contas suspeitas de práticas comerciais desleais.
No momento da suspensão, os supostos infratores haviam mobilizado cerca de 100 bilhões de won e gerado 40 bilhões de won em lucros no mercado. Desse total, 20 bilhões de won foram realizados, restando 20 bilhões de won em ações não vendidas. Os reguladores financeiros congelaram as contas, impedindo o saque dos lucros.
A Força-Tarefa Conjunta para a Erradicação da Manipulação de Preços de Ações foi formada em julho do ano passado. A força-tarefa inclui funcionários da Comissão de Serviços Financeiros (FSC), do Serviço de Supervisão Financeira ( FSS ) e da Bolsa de Valores da Coreia. Sua criação tem como objetivo detectar e investigar práticas ilegais e desleais de negociação de ações, uma política fundamental enfatizada pelo Presidente dent Jae Myung.
Durante a reunião, o membro em questão afirmou: “A suspensão dos pagamentos em 75 contas no Caso nº 1 foi muitotron”, acrescentando: “Dessa forma, podemos congelar os lucros não realizados para que não possam ser vendidos”. Seria benéfico ter um esquema de suspensão comparável na Lei de Ativos Virtuais.”
O Newsis, um veículo de notícias local, revelou que, durante a reunião, um membro comentou que a suspensão de pagamentos é um primeiro passo para a cobrança e preservação de ativos, sendo, portanto, prudente dent -la antecipadamente. O membro instou a comissão a considerar quantas das disposições da Lei do Mercado de Capitais sobre práticas comerciais desleais poderiam ser representadas no projeto de lei da Fase 2 da Lei de Ativos Virtuais, chegando-se a um acordo.
O veículo de notícias local informou que alguns membros do comitê argumentaram que tal sistema é ainda mais crucial no caso de ativos virtuais, que são particularmente fáceis de ocultar após serem transferidos para carteiras pessoais.
A Cyprustan revelou que, entre 2020 e setembro do ano passado, a FSC congelou criptoativos no valor de US$ 18,9 milhões em 30.106 casos.
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