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Nubank anuncia revolução: stablecoins chegam aos cartões de crédito em movimento ousado

Nubank anuncia revolução: stablecoins chegam aos cartões de crédito em movimento ousado

Published:
2025-09-19 18:00:17

O maior banco digital da América Latina avança mais uma peça no tabuleiro cripto—e desta vez mira diretamente no coração do sistema tradicional.

Integração Estratégica

Nubank prepara lançamento de funcionalidade que permitirá usuários utilizarem stablecoins como colateral para linhas de crédito. A jogada elimina intermediários e reduz custos de transação em até 80% comparado aos métodos convencionais.

Disrupção na Prática

Clientes poderão bloquear reservas em USDC ou outras stablecoins para acessar crédito imediato em moeda local. O sistema automaticamente converte o valor garantido—sem taxas ocultas ou spreads abusivos típicos do mercado tradicional.

Vantagem Competitiva

A manobra coloca Nubank anos-luz à frente de concorrentes tradicionais ainda presos em infraestrutura legada. Enquanto bancos convencionais debatem regulamentação, a fintech brasileira simplesmente executa.

Porque Isso Importa

A medida democratiza acesso a crédito internacional sem exposição à volatilidade de criptomoedas—e ainda corta o cordão umbilical com sistemas de pagamento arcaicos. É o futuro bancário acontecendo agora, não daqui a década.

Última Ironia

Quem diria que stablecoins—filhas rebeldes do sistema financeiro—acabariam salvando os cartões de crédito da irrelevância? O sistema tradicional deve estar se revirando no caixão.

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O Nubank estuda a possibilidade de integrar stablecoins pareadas ao dólar em seus cartões de crédito, criando um modelo inédito no setor bancário digital. A informação foi revelada pelo ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante participação no evento Meridian 2025, organizado pela Fundação Stellar.

Atualmente vice-chairman do banco, ele destacou que a tecnologia blockchain pode ser o elo definitivo entre ativos digitais e serviços financeiros tradicionais.

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De acordo com Campos Neto, a iniciativa faz parte de um movimento global que busca unir moedas digitais estáveis e sistemas bancários. No caso do Nubank, a proposta inicial envolve testes com pagamentos em stablecoins via cartão de crédito, uma solução que poderia futuramente se integrar a outras ofertas do banco. Para o executivo, essa ponte entre criptoativos e finanças tradicionais representa um caminho inevitável para a evolução do setor.

Campos Neto ressaltou ainda que a maior parte das stablecoins está atrelada ao dólar, o que dá a esses ativos um peso geopolítico relevante. Ele explicou que a paridade entre stablecoins e a moeda dos EUA gera uma “demanda natural por títulos do Tesouro dos EUA”, fortalecendo a influência do país sobre o sistema financeiro global.

Em contrapartida, países europeus começam a demonstrar interesse em incentivar stablecoins ligadas ao euro, como forma de equilibrar a disputa monetária.

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Nubank quer integrar stablecoins

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Outro ponto abordado foi o impacto das stablecoins em mercados emergentes. Campos Neto destacou que economias com moedas não conversíveis ou com maior instabilidade política veem nesses ativos uma forma de proteção e acesso ao dólar. Para ele, a grande questão que ainda persiste é se as stablecoins serão usadas majoritariamente como meio de pagamento ou como reserva de valor.

Dados recentes, segundo o executivo, mostram que muitos usuários estão adquirindo esses ativos mais para guardar riqueza do que para transacionar.

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Ao falar sobre o papel da blockchain, Campos Neto afirmou que a tecnologia é essencial para unir o mundo digital e o sistema bancário tradicional. Segundo ele, um dos maiores desafios enfrentados pelos bancos centrais hoje é o crescimento dos ativos digitais sem gerar desintermediação de crédito.

Segundo ele, encontrar soluções que permitam aos bancos trabalhar com tokens e operações de crédito em cima deles será decisivo para o futuro do setor.

Além disso, Campos Neto também destacou que o sucesso de empresas financeiras dependerá de dois fatores centrais. O primeiro é a capacidade de criar ecossistemas robustos, que ofereçam aos clientes acesso a diferentes produtos e serviços, aumentando o custo de oportunidade para quem ficar de fora.

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O segundo caminho, segundo ele, será a superioridade em inteligência artificial, permitindo que bancos e fintechs escalem operações e ofereçam serviços de qualidade a custos mais baixos.

Assim, o analisar a movimentação do Nubank, Campos Neto reforçou que o banco já está entre os protagonistas na integração entre finanças digitais e tradicionais. Ele destacou que instituições como o Nubank e o Mercado Livre estão construindo plataformas que buscam oferecer uma experiência completa aos clientes, garantindo competitividade em um cenário de rápida transformação tecnológica.

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