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Operação desmantela esquema bilionário de pirâmide com criptomoedas no Brasil - Golpe milionário exposto

Operação desmantela esquema bilionário de pirâmide com criptomoedas no Brasil - Golpe milionário exposto

Published:
2025-09-03 19:00:34

Autoridades brasileiras desferem golpe devastador em esquema fraudulento que prometia riquezas digitais instantâneas.

O modus operandi

Operação conjunta envolvendo polícia federal e reguladores financeiros identificou estrutura complexa que recrutava investidores através de promessas de retornos absurdos - até 20% ao mês em criptomoedas "garantidas".

Os números impressionantes

Investigadores estimam prejuízos superiores a R$ 1 bilhão com mais de 100 mil vítimas em todo território nacional. Líderes do esquema viviam luxo obsceno enquanto investidores perdiam economias de vida inteira.

O alerta regulatorio

"Esquemas que prometem ganhos extraordinários com criptomoedas continuam sendo a maior ameaça ao investidor leigo", alerta representante do Banco Central. Mercado legitimo sofre com ações de bad actors que mancham setor inteiro.

Ironia financeira

Os mesmos gurus que pregavam descentralização agora buscam centralizar defesa em tribunais federais - porque quando a casa cai, até anarquista corre para abrigo do estado.

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu dois mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (3), em Dourados (MS), contra alvos investigados por um esquema bilionário de investimentos falsos em criptomoedas, caracterizado como pirâmide. De acordo com os investigadores, o grupo movimentou mais de R$ 1 bilhão em 2024.

As diligências integram a operação Edbox, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Além de Dourados, a operação cumpre 19 mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em São Paulo (SP), Guarujá (SP), Boa Vista (RR), Curitiba (PR) e Entre Rios (BA).

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Conforme apontou a Polícia, um falso doutor em economia convencia as vítimas a investirem recursos em uma plataforma chamada Edbox, que prometia retornos financeiros expressivos. Após o aporte, porém, os investidores não conseguiam efetuar saques.

Fonte: Polícia Civil/Divulgação
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Estrutura da pirâmide de criptomoedas

Além disso, tinham que pagar uma caução de 5% para suposta liberação do dinheiro. Os golpistas alegavam que os valores estavam bloqueados devido a uma operação da Polícia Federal.

Na sequência, a plataforma saiu do ar, deixando milhares de vítimas no prejuízo. Em um dos casos identificados no Distrito Federal, uma única vítima relatou perdas de R$ 450 mil.

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As investigações começaram em abril de 2024, após mais de 400 denúncias registradas em sites de reclamações. Segundo a polícia, o esquema tinha a liderabça de cidadãos chineses residentes na região central de São Paulo.

Brasileiros eram cooptados para organizar grupos em aplicativos de mensagens, onde aplicavam o golpe sob supervisão dos líderes. Esses intermediários recebiam pagamentos em criptomoedas pelo serviço.

Ainda conforme a polícia, os valores eram lavados por meio da compra de criptoativos, créditos de carbono e exportação de alimentos de Boa Vista (RR) para a Venezuela. Uma das empresas ligadas ao esquema movimentou sozinha mais de R$ 1 bilhão em 2024.

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Os investigados responderão por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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