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Meta Assusta Investidores com Aumento de Gastos em 2025: O Que Esperar?

Meta Assusta Investidores com Aumento de Gastos em 2025: O Que Esperar?

Published:
2025-10-30 17:19:02


Os investidores estão em alerta após a Meta anunciar que seus gastos em 2025 serão "significativamente maiores" do que o previsto, com projeções de até US$ 43 bilhões adicionais. A notícia derrubou as ações em 11,5%, levantando preocupações sobre margens e monetização de IA. Enquanto o crescimento de receita publicitária impressiona, analistas como JPMorgan e Bank of America veem riscos crescentes. Este artigo mergulha nos números, nas estratégias e no impacto do "One Big Beautiful Bill Act" nos lucros do terceiro trimestre.

Por Que os Investidores Estão Nervosos com os Gastos da Meta?

A Meta, dona do Facebook e Instagram, jogou uma bomba no mercado: seus investimentos em infraestrutura e IA em 2025 não serão mais US$ 30 bilhões acima do previsto, mas sim US$ 43 bilhões – um salto para US$ 115 bilhões totais. Susan Li, CFO da empresa, admitiu que o ritmo de gastos em 2026 será ainda mais acelerado. O resultado? Uma queda de 11,5% nas ações, para US$ 665,25, tornando-a uma das piores do S&P500 naquele dia. "É um déjà vu do metaverso", comentou um trader no X, lembrando os bilhões queimados em projetos virtuais.

Como os Analistas Reagiram ao Anúncio?

O JPMorgan cortou o preço-alvo de US$ 875 para US$ 800, destacando que a Meta enfrenta custos "desproporcionais" comparados a Google e Amazon. "Eles têm negócios em nuvem que monetizam IA imediatamente, algo que a Meta ainda não domina", explicou o analista Mark Zucker (não confundir com o CEO). Já o Bank of America prevê queda de 6 pontos na margem operacional (para 35%) em 2026. Curiosamente, ambos mantêm recomendações de "sobreperformance", mostrando a dicotomia típica de Wall Street: "odeio os gastos, mas amo o potencial".

O Que Significa o "One Big Beautiful Bill Act" Para os Lucros?

No terceiro trimestre, o lucro líquido da Meta despencou 83% para US$ 2,7 bilhões – mas a culpa foi de uma cobrança contábil de US$ 15,93 bilhões ligada à lei tributária de Trump. Excluindo isso, o EPS foi de US$ 7,25, batendo expectativas. "É como ter um desconto gigante no Imposto de Renda, mas só no papel", brincou uma fonte do BTCC. A receita, por outro lado, subiu 26% (US$ 51,24 bilhões), impulsionada por algoritmos de IA que aumentaram o tempo no Facebook/Threads em 5%-10%.

Meta Pode Monetizar Seus Investimentos em IA?

Aqui está o dilema: enquanto UBS elogia o motor de recomendações que turbinou anúncios, outros questionam se a Meta está apostando demais. "Eles são como um chef que compra equipamentos caros antes de saber se o restaurante vai encher", comparou um gestor de hedge fund. Para o trimestre atual, a Meta projeta receita de US$ 56-59 bilhões (acima da média de Wall Street), sugerindo crescimento de 23% no topo. Mas com gastos subindo mais rápido, 2026 pode ser um ano de "festejar o crescimento e chorar as margens".

Perguntas Frequentes Sobre a Crise de Gastos da Meta

Por que as ações da Meta caíram 11,5%?

O mercado reagiu negativamente ao anúncio de que os investimentos em 2025 serão US$ 43 bilhões acima do previsto, pressionando as margens futuras.

Qual é o impacto do "One Big Beautiful Bill Act"?

A lei criou uma despesa contábil não monetária de US$ 15,93 bilhões no Q3, reduzindo artificialmente o lucro líquido.

A Meta ainda é uma boa investimento?

Analistas divergem: enquanto o crescimento de receita é robusto, os gastos elevados aumentam o risco. O BTCC mantém cautela até maior clareza sobre a monetização de IA.

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