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Cripto na África em 2025: Uganda testa CBDC e Quênia avança com marco regulatório histórico

Cripto na África em 2025: Uganda testa CBDC e Quênia avança com marco regulatório histórico

Published:
2025-10-12 13:46:02


Enquanto o mundo discute o futuro das criptomoedas, a África está escrevendo seu próprio capítulo. Neste ano de 2025, dois países se destacam: Uganda, com seu piloto ambicioso de moeda digital do banco central (CBDC), e o Quênia, prestes a sancionar uma das legislações mais completas sobre ativos digitais do continente. Dados da Chainalysis mostram que a África Subsaariana lidera o crescimento global em adoção de cripto, com transações que ultrapassaram US$ 205 bilhões entre julho de 2024 e junho deste ano. Vamos desvendar o que está acontecendo nesse ecossistema pulsante.

O que Uganda está fazendo com tokens e CBDC?

A Uganda está dando passos largos na inovação financeira. Em parceria com a GSN, empresa de infraestrutura blockchain, o país lançou um projeto piloto que já tokenizou impressionantes US$ 5,5 bilhões em ativos reais (RWA) - desde commodities agrícolas até energia. Mas a cereja do bolo é a "eShilling", versão digital da moeda local rodando em uma blockchain regulamentada.

Na prática, qualquer ugandense com smartphone pode acessar essa CBDC, que segue rigorosos protocolos KYC e AML. "Estamos desbloqueando liquidez em setores-chave como agronegócio e energia", explicou Edgar Agaba, do Grupo Diacente, em coletiva. Curiosamente, a Nigéria foi pioneira em CBDCs na África em 2021, mas Uganda parece estar aprendendo com os erros alheios.

Como o Quênia está regulando as criptomoedas?

Enquanto isso, o Quênia está virando o jogo na regulação. O projeto de lei VASP (Provedores de Serviços de Ativos Virtuais), aprovado em terceira leitura em outubro de 2025, estabelece:

  • Regras claras para exchanges como a BTCC
  • Proteção ao consumidor
  • Requisitos para carteiras digitais
  • Padrões AML alinhados ao GAFI

A Autoridade de Mercados de Capitais queniana ficará responsável por supervisionar atividades de trading, enquanto o banco central cuidará das funções de custódia. "Isso traz segurança jurídica que faltava", comentou um trader local sob condição de anonimato.

Por que a África está liderando a adoção global?

Os números falam por si só. Segundo o Statista, até 2026:

MétricaValor
Usuários de criptoMais de 50 milhões
Volume de transaçõesUS$ 300 bilhões+
Participação de stablecoins43% do total

Nigéria, África do Sul, Gana, Quênia e Zâmbia formam o "Top 5" do ecossistema. E olha que Uganda já aparece em sétimo! A combinação de remessas digitais, inflação em alguns países e população jovem tech-savvy explica parte desse fenômeno.

Quais os desafios pela frente?

Apesar do otimismo, especialistas alertam para:

  • Volatilidade cambial
  • Necessidade de educação financeira
  • Riscos de golpes em mercados menos regulados

O próprio caso da Nigéria com o eNaira mostra que lançar uma CBDC é só o primeiro passo - fazer as pessoas usarem é outro campeonato. Mas com Uganda e Quênia mostrando o caminho, 2025 pode ser o ano da virada para as finanças digitais africanas.

Perguntas Frequentes

O que é o projeto de CBDC de Uganda?

O eShilling é a moeda digital do banco central de Uganda, atualmente em fase piloto com tokenização de ativos reais no valor de US$ 5,5 bilhões.

Quando a lei de cripto do Quênia entra em vigor?

O projeto foi aprovado pelo parlamento em outubro de 2025 e aguarda sanção presidencial para virar lei.

Quais países africanos lideram em criptomoedas?

Nigéria, África do Sul, Gana, Quênia e Zâmbia são os cinco principais mercados, segundo dados da Chainalysis.

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