Méliuz entra para a história como a primeira empresa brasileira de capital aberto a lançar tesouro lastreado em Bitcoin
A fintech brasileira Méliuz acaba de fazer história no mercado financeiro tradicional. Em um movimento ousado, a empresa se tornou a primeira de capital aberto no Brasil a criar um tesouro atrelado ao Bitcoin - um soco no estômago dos bancões conservadores.
O produto chega em um momento crucial: enquanto o BC brasileiro ainda debate regulamentação, empresas privadas seguem inovando na marra. A jogada da Méliuz pode forçar a mão do governo - ou virar um case de ’como não fazer’ nos próximos relatórios trimestrais.
Detalhes técnicos ainda são escassos, mas uma coisa é certa: a corrida pelo ouro digital brasileiro acaba de ganhar um novo player. E dessa vez, vem com CNPJ e relatórios auditados.
A brasileira Méliuz informou nesta quinta-feira a compra de US$ 28,4 milhões em bitcoin, caracterizando essa movimentação como seu “primeiro passo como uma empresa com tesouro em bitcoin”.
O movimento ocorre depois que os acionistas aprovaram a mudança no objeto social da companhia, permitindo que investimentos em criptomoedas façam parte da sua estratégia empresarial.
Essa ação torna a Méliuz a primeira empresa no Brasil a criar um tesouro lastreado em Bitcoin, posicionando-a na vanguarda da adoção de criptomoedas na América Latina. A compra ocorre em um contexto de inovação empresarial, visando aproveitar o potencial dos ativos digitais em sua estratégia de crescimento a longo prazo.
Por que a Méliuz compra Bitcoin?
A decisão da Méliuz de adquirir Bitcoin faz parte de sua “Estratégia Bitcoin,” uma iniciativa pioneira aprovada por 59,26% dos acionistas da empresa. Essa estratégia busca diversificar seus ativos e integrar criptomoedas como parte de seu modelo de negócios.
Além disso, a empresa ajustou sua razão social para formalizar a possibilidade de investir em Bitcoin e outros ativos relacionados ao blockchain. A compra de 274,5 BTC por um valor aproximado de 28,4 milhões de US$ marca o início deste projeto.
“Mais do que apenas alocar parte do caixa em bitcoin como proteção contra a inflação ou desvalorização cambial, a companhia reposiciona seu propósito para atuar maximizando a quantidade de bitcoin por ação”, disse a empresa em publicação oficial.
A Méliuz indicou que todo o caixa gerado por suas operações será usado para adquirir mais Bitcoin. A empresa segue o exemplo da Strategy, uma firma global que acumulou grandes reservas de Bitcoin como parte de sua visão de investimento a longo prazo.
“Acabamos de submeter à CVM os votos recebidos via BVD (Boletim de Voto a Distância) para a Assembleia de amanhã. Conseguimos uma aprovação de 59,26% do capital total para mudar o objeto social,” escreveu Israel Salmen, presidente do conselho e fundador da Méliuz no X.
A estratégia de investimento da empresa alinha-se com a de outros grandes players do mercado, que veem o Bitcoin como uma alternativa sólida ao sistema financeiro tradicional, com potencial para proporcionar estabilidade e crescimento a longo prazo, afastando-se das flutuações econômicas convencionais.
Historic day! Our shareholders have approved, by a wide majority, the transformation of Méliuz into the first Bitcoin Treasury Company listed in Brazil.
And today, we took another step forward:
Acquired 274.52 BTC for US$ 28.4M
Average price: US$ 103,604
Achieving a BTC Yield of… pic.twitter.com/y12JlKwW6N
Brasil acelera adoção de Bitcoin
O Brasil tem sido um dos países da América Latina com maior adoção de Bitcoin e outras criptomoedas. Com a crescente popularidade das stablecoins e do Bitcoin, muitas empresas no Brasil estão integrando criptomoedas como parte de suas estratégias financeiras. Empresas como Méliuz estão liderando ao criar tesouros lastreados em Bitcoin, o que pode inspirar outras empresas na região a seguir seu exemplo.
A adoção do Bitcoin no Brasil não se limita a empresas como a Méliuz. Consumidores brasileiros também estão começando a usar criptomoedas para poupar, investir e realizar transações diárias, refletindo uma mudança significativa em direção à integração de ativos digitais na economia tradicional.
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