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Criptomoedas: Onde Está a Paridade 60 Anos Após a Lei da Independência Financeira das Mulheres?

Criptomoedas: Onde Está a Paridade 60 Anos Após a Lei da Independência Financeira das Mulheres?

Published:
2025-07-16 15:16:02
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Em 1965, uma lei revolucionária concedeu às mulheres francesas o direito de trabalhar sem a autorização do marido. Seis décadas depois, a igualdade financeira ainda não foi alcançada, especialmente no mundo dos investimentos. Enquanto o número de investidores homens cresce, as mulheres continuam sub-representadas, representando apenas 33% dos investidores em criptomoedas. Este artigo explora os desafios e as oportunidades para as mulheres neste mercado volátil, destacando histórias inspiradoras e analisando os fatores que impedem uma maior participação feminina.

Qual é a Situação da Paridade Financeira na França?

Em 13 de julho de 1965, uma lei histórica permitiu que as mulheres francesas trabalhassem e abrissem contas bancárias sem a permissão dos maridos. Avançamos 60 anos, e os dados mostram que a desigualdade persiste. Segundo a Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF), em 2024, a França tinha 1,7 milhão de investidores individuais ativos, um aumento de 21,5% em dois anos. No entanto, apenas 430.000 são mulheres. Isso significa que, para cada mulher que investe, há três homens.

A diferença patrimonial é um fator crucial. De acordo com o Insee, entre 1998 e 2015, a disparidade de riqueza entre homens e mulheres saltou de 7.000 para 24.500 euros em média. Além disso, as mulheres tendem a ser mais avessas ao risco: 76% preferem investimentos de baixo risco, como poupança e seguros, contra 69% dos homens, segundo o Barômetro Ifop-Altaprofits 2025.

Estudo da Adan sobre investidores em criptomoedas

Fonte: Estudo da Adan (2025)

O Que Impede as Mulheres de Investir em Criptomoedas?

Investir exige tempo, conhecimento e confiança — recursos que muitas mulheres ainda lutam para equilibrar com outras responsabilidades. "Parece mais uma carga mental, e não tenho interesse em acompanhar os preços diariamente", compartilha uma entrevistada de Besançon. A desigualdade salarial também é um obstáculo: em 2023, as mulheres ganhavam 22,2% menos que os homens no setor privado, segundo o Insee.

Outro desafio é a percepção de complexidade. "Blockchain, carteiras digitais, taxas de gas... parece muito complicado", admite uma mulher entrevistada pela Cryptoast. Essa barreira técnica é agravada pelo sexismo internalizado, um fenômeno estudado por Benita Bearman e colegas (2009), que mostra como as mulheres podem internalizar a ideia de que "não são boas com números".

Além disso, as criptomoedas ainda são vistas como algo distante do cotidiano. "Na minha cabeça, cripto não é dinheiro de verdade, algo que eu usaria para comprar pão", diz uma participante. Essa desconexão se reflete nos dados: mulheres representam apenas 11,3% do público no YouTube da Cryptoast e 3,4% no X (antigo Twitter).

Mulheres Estão Mudando o Jogo

Apesar dos desafios, a presença feminina no mercado de criptomoedas está crescendo. O estudo da Adan revelou um aumento de 3% no número de investidoras na França em 2025. Globalmente, a Gemini reporta que 32% dos investidores em cripto são mulheres, com destaque para a Itália (34%).

Exemplos inspiradores não faltam. Sarah-Diane Eck, cofundadora da Lum Network, liderou uma ICO pioneira em 2018. Amandine Claude, conhecida como "La Mineuse", criou uma comunidade para educar mulheres sobre criptomoedas. Claire Balva, vice-presidente da Deblock, é uma das vozes mais respeitadas do setor na França. E Caroline Jurado, com sua newsletter "Les Cryptos de Caro", alcança mais de 60.000 leitores.

"A cripto é inclusiva por natureza: abrir uma carteira é gratuito, o valor mínimo para começar é baixo, e o potencial de aprendizado é enorme", observa uma especialista. "O que falta, talvez, é mostrar que o interesse e a curiosidade são os únicos requisitos — não um diploma em finanças."

Perguntas Frequentes

Qual é a porcentagem de mulheres investindo em criptomoedas na França?

Em 2025, as mulheres representavam 33% dos investidores em criptomoedas na França, segundo a Adan. Isso marca um aumento de 3% em relação aos anos anteriores.

Por que as mulheres investem menos em criptomoedas?

Fatores incluem aversão ao risco, desigualdade salarial, falta de tempo devido a responsabilidades domésticas e a percepção de que o mercado é muito técnico ou volátil.

Quem são algumas mulheres influentes no setor de criptomoedas?

Destaques incluem Sarah-Diane Eck (Lum Network), Claire Balva (Deblock), Amandine Claude ("La Mineuse") e Caroline Jurado ("Les Cryptos de Caro").

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