Mercados argentinos disparam após vitória de Milei e acordo bilionário com EUA em 2025
- Como os mercados reagiram à vitória de Milei?
- Qual o impacto do acordo com os EUA?
- O que explica a força do peso argentino?
- Como ficou o cenário político após as eleições?
- Perguntas frequentes sobre o impacto da eleição argentina
Os mercados argentinos registraram um dia histórico em outubro de 2025, com saltos expressivos em ativos locais após a vitória eleitoral do partido La Libertad Avanza e a confirmação de um acordo de apoio financeiro de US$ 40 bilhões com os Estados Unidos. O peso argentino valorizou-se mais de 10% frente ao dólar, enquanto ações locais subiram até 50%, marcando uma das maiores altas em décadas.
Como os mercados reagiram à vitória de Milei?
A reação dos investidores foi imediata e contundente. Os títulos da dívida argentina com vencimento em 2038 dispararam para 74 centavos por dólar, recuperando parte das perdas recentes. No mercado acionário, o ETF Global X MSCI Argentina subiu 22%, enquanto o índice BKAR de ações argentinas nos EUA registrou alta de 40%. Bancos locais lideraram os ganhos, com alguns papéis chegando a valorizar 50% na sessão.
Segundo analistas do BTCC, "o resultado superou as expectativas mais otimistas e demonstra a confiança dos investidores na continuidade das reformas". Dados do TradingView mostram que o peso argentino teve sua melhor performance em 15 anos, revertendo a tendência de queda que acumulava 30% de desvalorização desde o início do ano.
Qual o impacto do acordo com os EUA?
O pacote de US$ 40 bilhões inclui duas linhas cruciais:
- Swap cambial de US$ 20 bilhões pelo Banco Central
- Facilidade de empréstimo de US$ 20 bilhões condicionada às reformas
Christine Reed, da Ninety One, destacou: "O timing foi perfeito. O governo conseguiu alinhar apoio político interno com o respaldo financeiro externo num momento crítico". O secretário do Tesoro americano, Scott Bessent, confirmou pessoalmente o apoio no final de setembro, mas os mercados só reagiram de forma sustentada após a confirmação eleitoral.
O que explica a força do peso argentino?
Três fatores principais impulsionaram a moeda:
- Redução da incerteza política pós-eleições
- Expectativa de maior influxo de dólares
- Mudança no comportamento dos poupadores locais
Carmen Altenkirch, da Aviva Investors, observou: "Estamos vendo os primeiros sinais de um ciclo virtuoso, onde argentinos começam a vender dólares acumulados em vez de comprar mais". Contudo, especialistas alertam que as reservas internacionais ainda são baixas e que o governo precisa aproveitar o momento para recompor seus cofres.
Como ficou o cenário político após as eleições?
Com 41,5% dos votos na província de Buenos Aires - tradicional reduto peronista - Milei conquistou:
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Apoio nacional | Acima de 40% |
| Margem sobre peronistas | 0,7 ponto percentual |
| Influência legislativa | Maior capacidade de negociação |
Thierry Larose, da Vontobel, comentou: "De sobrevivência, Milei passou a ter espaço real para manobras políticas e reformas mais profundas". O tom conciliador do discurso de vitória também foi bem recebido pelos mercados, indicando possíveis alianças com outros partidos.
Perguntas frequentes sobre o impacto da eleição argentina
Quanto subiram os ativos argentinos após os resultados?
Os bonos internacionais subiram 10-15 centavos, ações locais até 50%, e o peso valorizou-se mais de 10% frente ao dólar.
Qual a importância do acordo com os EUA?
O pacote de US$ 40 bilhões fornece liquidez imediata e abre espaço para mais investimentos estrangeiros, sendo condicionado à continuidade das reformas.
O resultado eleitoral era esperado?
A margem de vitória surpreendeu analistas, especialmente em Buenos Aires, onde o peronismo dominava há décadas.