O CIO da Bitwise e analistas de ETF pedem calma enquanto queda do Bitcoin gera pânico em 2026
- Por que os especialistas estão otimistas apesar da queda do Bitcoin?
- Acumulação por "baleias" e ETFs: sinais de recuperação?
- O que realmente causou a queda do Bitcoin?
- Quando terminará o "inverno cripto"?
- Perguntas Frequentes
Enquanto o Bitcoin enfrenta uma queda significativa em 2026, Matt Hougan, CIO da Bitwise, e Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management, destacam sinais de recuperação. A acumulação por "baleias" e o retorno das taxas de financiamento positivas nos EUA sugerem um possível fim para o "inverno cripto". Este artigo explora os dados on-chain, as tendências institucionais e as perspectivas de especialistas sobre o futuro do BTC.
Por que os especialistas estão otimistas apesar da queda do Bitcoin?
Matt Hougan, da Bitwise, e Nate Geraci argumentam que o pânico atual é exagerado. Dados da Santiment mostram um aumento no número de carteiras com pelo menos 100 BTC (valendo cerca de US$ 6,6 milhões), aproximando-se de um recorde acima de 20.000. Esse comportamento, comum entre investidores institucionais e grandes detentores durante quedas, é considerado um sinal altista. Além disso, a taxa de prêmio da Coinbase voltou ao território positivo após 40 dias negativos, indicando maior demanda por BTC nos EUA.
Acumulação por "baleias" e ETFs: sinais de recuperação?
Segundo a CoinGlass, os ETFs de Bitcoin nos EUA atraíram mais de US$ 1 bilhão entre 24 e 26 de fevereiro de 2026, interrompendo uma sequência de oito dias com saídas líquidas. Nate Geraci destaca que, desde sua aprovação em janeiro de 2024, esses fundos acumularam US$ 55 bilhões em entradas - um voto de confiança no ativo. "Saber que há essa força compradora mesmo após uma queda de 50% é absurdamente positivo", comenta Eric Balchunas, analista da Bloomberg.
Fonte: CoinGlass
O que realmente causou a queda do Bitcoin?
Matt Hougan desmente teorias conspiratórias sobre o colapso de 1011, quando US$ 19 bilhões saíram do mercado. "A verdadeira razão é que muitos holders venderam suas posições - à vista, liquidando alavancagens ou emitindo calls contra seus BTC", explica. Ele atribui o movimento ao ciclo de quatro anos do Bitcoin, temores quantitativos e migração de capital para ações de IA. "É chato, mas é a realidade dos mercados", brinca Hougan.
Quando terminará o "inverno cripto"?
Enquanto o BTC oscila próximo a US$ 66 mil (abaixo da resistência de US$ 70 mil), Hougan prevê uma "primavera cripto" após este período. Geraci complementa: "Com US$ 55 bilhões entrando em ETFs em dois anos, dizer que as criptos estão 'pagando o preço' pela financeirização é ridículo - é exatamente o oposto". Porém, Santiment alerta que, apesar da acumulação, a falta de crescimento proporcional na oferta detida por grandes players ainda pressiona os preços.
Perguntas Frequentes
Por que os analistas estão otimistas com o Bitcoin?
Os especialistas destacam a acumulação recorde por grandes carteiras (100+ BTC) e o retorno da taxa de prêmio positiva da Coinbase como sinais de recuperação. Além disso, os ETFs continuam atraindo capital mesmo durante a queda.
Quanto os ETFs de Bitcoin acumularam desde 2024?
Segundo Nate Geraci, os ETFs de BTC nos EUA receberam US$ 55 bilhões em entradas desde sua aprovação em janeiro de 2024, contra US$ 6,5 bilhões em saídas desde outubro.
O que causou a queda recente do Bitcoin?
Matt Hougan atribui a venda a três fatores: ciclo de quatro anos do BTC, rotatividade para ações de IA e liquidação de posições alavancadas - descartando teorias sobre manipulação por fundos ou exchanges.