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Trump Ameaça Impor Tarifa de 10% sobre Países que Apoiam os BRICS: Reações e Impactos

Trump Ameaça Impor Tarifa de 10% sobre Países que Apoiam os BRICS: Reações e Impactos

Author:
NEMNinja
Published:
2025-07-08 10:34:02
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Em um movimento que agitou os mercados globais, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 10% sobre nações que apoiam o bloco BRICS, horas antes do encerramento da cúpula do grupo. A declaração, vista como uma resposta indireta à postura do bloco em questões como comércio e política externa, provocou reações cautelosas dos líderes presentes, incluindo o presidente brasileiro Lula. Enquanto as moedas e ações de países emergentes sofreram quedas, analistas destacam que o episódio reforça a necessidade de organizações multilaterais como os BRICS em um cenário de tensões geopolíticas. Detalhes abaixo.

O que desencadeou a ameaça tarifária de Trump?

A declaração de Trump surgiu em um contexto de atritos diplomáticos. Três dias antes, ele classificou uma conversa com Vladimir Putin como "muito decepcionante", criticando a postura russa na guerra na Ucrânia. Horas após o telefonema, Trump ligou para Volodymyr Zelenskyy, prometendo apoio à defesa ucraniana, mas sua frustração com Putin permaneceu evidente. Durante o voo na Air Force One, ele afirmou: "Não acredito que [Putin] queira parar a guerra". A tarifa sobre os BRICS foi anunciada pouco depois, sem menção direta ao episódio, mas a sequência de eventos sugere uma conexão. Líderes do bloco, incluindo o assessor-chefe de Lula, Celso Amorim, interpretaram a medida como um sinal de que "os EUA estão testando limites", mas evitaram confronto público.

Como os BRICS reagiram à provocação?

A resposta do bloco foi calculadamente discreta. Amorim afirmou que as ameaças "só mostram a necessidade de organizações como os BRICS", enquanto outros delegados optaram por silêncio. Destaques:

  • Brasil: Lula evitou entrevistas, mas Amorim enfatizou que o bloco "não ameaçou os EUA".
  • África do Sul: Cyril Ramaphosa cancelou encontros bilaterais, citando uma crise local – movimento lido como precaução.
  • Malásia: O Ministério do Comércio declarou manter "política externa independente", mas reconheceu os EUA como "parceiro econômico vital".
  • Arábia Saudita: O chanceler saudita recusou-se a comentar.
  • Declaração final: O documento condenou "agressões militares" e tarifas, mas sem citar os EUA nominalmente.

A postura reflete o peso econômico do bloco (quase metade da população global e 1/4 do PIB mundial) e a relutância em escalar tensões.

Quais foram os impactos imediatos nos mercados?

Na manhã de segunda-feira, moedas e bolsas de valores de economias emergentes registraram quedas, com destaque:

  • Real brasileiro: Desvalorização de 0,8% frente ao dólar (dados: TradingView).
  • Rand sul-africano: Queda de 1,2% (CoinGlass).
  • Petróleo Brent: Recuo de 1,5%, refletindo preocupações com exportadores como Arábia Saudita.

Analistas do BTCC observaram movimentos de hedge em criptomoedas como Bitcoin, com aumento de 2% em contratos futuros, sinalizando busca por ativos fora do sistema tradicional.

O que a cúpula dos BRICS revelou sobre a estratégia do bloco?

O evento, organizado por Lula, incluiu não só membros fundadores (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), mas também convidados como Arábia Saudita e Vietnã. A agenda destacou:

  • Comércio: Propostas para reduzir dependência do dólar.
  • Defesa: Críticas veladas a intervenções militares ocidentais.
  • Expansão: Irã, novo membro, foi tema em discussões sobre segurança energética.

Um diplomata anônimo resumiu: "Trump pode esquecer que fez a ameaça, mas nós não podemos. Esperar é nossa única opção".

Perguntas Frequentes

Por que Trump focou nos BRICS?

O bloco tem avançado em iniciativas que desafiam a hegemonia econômica ocidental, como acordos em moedas locais e bancos de desenvolvimento alternativos.

A tarifa de 10% é viável?

Especialistas apontam que a medida exigiria aprovação legislativa nos EUA e poderia violar regras da OMC, mas o impacto psicológico já afetou mercados.

Como ficam países como a Malásia, que têm relações com ambos os lados?

Nações em desenvolvimento buscam equilíbrio. A Malásia, por exemplo, reiterou parceria com os EUA sem abrir mão da autonomia diplomática.

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