Hacker da Upbit Burlou Medidas de Segurança do Railgun e Mistura Fundos Roubados Após Ataque de US$ 36 Milhões
- Como o hacker da Upbit explorou o Railgun?
- Qual foi o impacto financeiro do ataque à Upbit?
- Por que o Railgun não detectou os fundos roubados?
- O Railgun é uma ferramenta para hackers?
- Qual foi a falha de segurança da Upbit?
- Perguntas Frequentes
Um hacker associado ao ataque à exchange Upbit conseguiu contornar os protocolos de segurança do Railgun, um mixer de criptomoedas, para lavar fundos roubados no valor de mais de US$ 36 milhões. Apesar dos mecanismos de verificação do Railgun, que incluem provas de conhecimento zero (zero-knowledge), os endereços do hacker não foram flagrados, permitindo a mistura dos ativos. O caso revela desafios na prevenção de lavagem de criptomoedas, mesmo com ferramentas avançadas de privacidade.
Como o hacker da Upbit explorou o Railgun?
O Railgun, um mixer que utiliza criptografia zero-knowledge para validar a origem dos fundos, falhou em identificar os endereços vinculados ao ataque à Upbit. Segundo análises on-chain, o hacker transferiu parte dos fundos roubados — cerca de 410 ETH (US$ 1,6 milhões) — para novas carteiras criadas horas após o ataque. Essas transações rápidas e a falta de dados atualizados no Railgun permitiram que os fundos passassem despercebidos. O hacker também realizou swaps diretos em exchanges descentralizadas (DEXs), fragmentando ainda mais os rastros.
Qual foi o impacto financeiro do ataque à Upbit?
O prejuízo inicial foi de aproximadamente US$ 36 milhões, sendo US$ 30 milhões em carteiras Solana. O hacker converteu rapidamente os tokens Solana em SOL, depois em USDC e, finalmente, em ETH para facilitar a lavagem. O investigador on-chain @dethective observou que as vendas pressionaram o volume de negociação em mercados descentralizados. Após taxas, o hacker reteve cerca de 533 ETH, valorizados em US$ 1,6 milhões na época.
Fonte: Cryptopolitan
Por que o Railgun não detectou os fundos roubados?
O Railgun depende de bancos de dados atualizados para marcar endereços suspeitos. Neste caso, o hacker criou carteiras novas antes da atualização do sistema, evitando filtros. Além disso, a ferramenta é projetada para privacidade legítima — não como um "lavador" dedicado a criminosos. Vitalik Buterin já elogiou o Railgun por seu potencial em transações privadas sem comprometer a segurança.
O Railgun é uma ferramenta para hackers?
Não exatamente. O Railgun ganhou popularidade no ecossistema DeFi como solução de privacidade, especialmente após debates sobre vigilância blockchain. Seu valor total bloqueado (TVL) atingiu US$ 95 milhões em novembro de 2025, com receitas de US$ 1,31 milhões no terceiro trimestre. O token nativo RAIL valorizou 200% em três meses, refletindo a demanda por opções de privacidade.
Qual foi a falha de segurança da Upbit?
A exchange atribuiu o hack a chaves privadas vazadas de hot wallets públicas, com métodos de hashing previsíveis e criptografia fraca. O problema foi corrigido, mas o caso reforça riscos de armazenamento centralizado. Curiosamente, a tática de migrar fundos para Ethereum e usar mixers é comum em ataques atribuídos a grupos norte-coreanos, como o Lazarus.
Perguntas Frequentes
Quanto o hacker lucrou com o ataque?
Após conversões e taxas, o hacker reteve cerca de 533 ETH (US$ 1,6 milhões). Parte dos fundos foi lavada via Railgun.
O Railgun é ilegal?
Não. Mixers como Railgun têm usos legítimos em transações privadas, mas são explorados por criminosos devido ao anonimato.
Quais exchanges foram usadas para lavar os fundos?
O hacker utilizou DEXs e a BTCC para conversões entre SOL, USDC e ETH, além do Railgun para mistura final.