Visa e Bridge Expandem Programa de Cartões com Stablecoins para Mais de 100 Países
- Por que Stablecoins Estão Ganhando Tração em Mercados Emergentes?
- Como a Visa Está Integrando Pagamentos em Blockchain?
- O Que Isso Significa para o Futuro das Finanças?
- Perguntas Frequentes
No dia 3 de março de 2026, Visa e Bridge anunciaram uma expansão ambiciosa do seu programa de cartões lastreados em stablecoins, que estará disponível em mais de 100 países até o final do ano. A Bridge, uma empresa de infraestrutura de stablecoins vinculada à Stripe, já opera em 18 países, mas agora mira mercados na Europa, Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio. Com essa iniciativa, os titulares de cartões poderão gastar diretamente seus saldos em stablecoins em mais de 175 milhões de estabelecimentos que aceitam Visa globalmente. Plataformas como Phantom e MetaMask já utilizam a infraestrutura da Bridge para permitir que usuários usem stablecoins no dia a dia. Desenvolvedores da Bridge estão trabalhando rapidamente para implementar esses cartões Visa, marcando um passo significativo na adoção de criptomoedas no varejo.
Por que Stablecoins Estão Ganhando Tração em Mercados Emergentes?
A expansão coincide com um aumento no uso de stablecoins, especialmente na América Latina, Ásia e África. Remessas tradicionais são frequentemente caras, lentas ou limitadas, tornando as stablecoins uma alternativa atraente. Um relatório recente, "Stablecoin Utility Report 2026", realizado pela YouGov em parceria com BVNK, Coinbase e Artemis, revelou que os pagamentos com stablecoins superam o trading em regiões emergentes. Dos 4.600 entrevistados, 60% em mercados emergentes possuem stablecoins, com a África liderando (79%). Em economias desenvolvidas, como EUA e Europa, a média de holdings é de US$ 1.000, contra US$ 85 em países em desenvolvimento. A demanda por integração com serviços financeiros tradicionais também é alta: 77% abririam uma carteira de stablecoins se oferecida por bancos ou fintechs.
Como a Visa Está Integrando Pagamentos em Blockchain?
Além dos cartões, a Visa está testando liquidação direta em blockchains através de um piloto com a Lead Bank, emissora de cartões Visa. A Bridge fornece a infraestrutura de stablecoins para o projeto, substituindo processos manuais por reconciliação on-chain. Os objetivos são: (1) aumentar opções de liquidação para emissores, (2) reduzir custos operacionais e (3) explorar como a Bridge pode tornar a tecnologia blockchain acessível a bancos. Cuy Sheffield, líder de cripto da Visa, destacou: "Queremos integrar velocidade, transparência e programabilidade das stablecoins nos processos de liquidação."
O Que Isso Significa para o Futuro das Finanças?
Zach Abrams, CEO da Bridge, vê a expansão como parte de uma jornada multianual para empoderar empresas com controle financeiro. A Visa, por sua vez, está construindo um sistema híbrido que combina blockchain e redes tradicionais, visando reduzir atritos e aumentar a inclusão financeira. Com stablecoins ganhando espaço, a Visa prepara-se para processar trilhões em valor on-chain. Plataformas como a BTCC já listam stablecoins populares, facilitando o acesso a esses ativos.
Perguntas Frequentes
Quais países terão acesso aos cartões Visa com stablecoins?
O programa será expandido para mais de 100 países, incluindo regiões na Europa, Ásia-Pacífico, África e Oriente Médio.
Como funcionam os pagamentos com stablecoins na Visa?
Os cartões permitem gastar saldos em stablecoins diretamente em estabelecimentos Visa, enquanto transações B2B podem ser liquidadas em blockchains.
Qual é o impacto das stablecoins em remessas?
Em mercados emergentes, stablecoins oferecem uma alternativa mais rápida e barata às remessas tradicionais, com adoção chegando a 79% na África.