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Em meio ao turbilhão financeiro, ouro e criptomoedas emergem como faróis de esperança, revela ex-presidente do Banco Central

Em meio ao turbilhão financeiro, ouro e criptomoedas emergem como faróis de esperança, revela ex-presidente do Banco Central

Published:
2025-09-22 21:09:13
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O caos dos mercados tradicionais está forçando investidores a buscar refúgio em ativos não convencionais - e um ex-líder do BC confirma a tendência.

Fuga para segurança?

Enquanto ações e títulos tradicionais enfrentam volatilidade recorde, ouro e criptomoedas registram influxos maciços de capital. O ex-presidente do Banco Central observa que investidores institucionais estão diversificando suas carteiras de maneira sem precedentes.

O despertar das criptos

Bitcoin e Ethereum lideram a corrida, mas altcoins menores também capturam atenção. A descentralização oferece proteção contra políticas monetárias questionáveis - algo que ouro físico não pode igualar.

Os tradicionais aprendem a lição

Bancos e fundos de investimento, antes céticos, agora alocam percentuais significativos para criptoativos. A ironia? Eles correm atrás do mesmo retorno que antes ridicularizavam.

O futuro já chegou - e veio com blockchain. Enquanto governos imprimem dinheiro como se não houvesse amanhã, investidores inteligentes constroem fortalezas digitais. O sistema financeiro tradicional pode continuar seu ballet de bailouts, mas a verdadeira inovação acontece fora dos palcos centrais.


Para os investidores brasileiros, os cenários externo e interno trazem incertezas. Nos Estados Unidos, o governo busca manter o papel do país como economia central do mundo, mas ao mesmo tempo tenta desvalorizar o dólar e tem déficit em conta corrente – uma contradição. No Brasil, o desafio é fiscal: o governo amplia gastos sem apresentar uma solução clara para o desequilíbrio das contas públicas.

Nesse contexto, ativos alternativos vêm ganhando espaço entre investidores. Essa foi a avaliação do ex-presidente do Banco Central e sócio-fundador da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco, durante o primeiro dia do Digital Assets Conference (DAC), evento promovido pelo Mercado Bitcoin (MB), em São Paulo, entre esta segunda-feira (22) e a terça-feira (23).

“Eu acho que como expressão desse turbilhão monetário que a gente está vivendo, ouro e ativos digitais estão acomodando um tanto o interesse, se não diretamente como opções para o que vai acontecer”, afirmou.

“E é sempre bom, no momento de incerteza, ter opções. Às vezes totalmente fora do dinheiro e que não vão engordar. Mas é bom ter. E algumas dessas opções que a gente não está vendo vão virar bilhetes de loteria”, completou.

Leia também: Criptomoedas – guia para dar os primeiros passos no mundo dos ativos digitais

EUA e Brasil


Mesmo diante da situação atípica nos Estados Unidos, Franco acredita que o dólar seguirá como referência na economia global, sobretudo por ser a moeda dominante no comércio internacional. Para ele, qualquer mudança nesse papel levaria décadas.

“O dólar é uma estrutura de jurisdição de pagamento, recebimento e receita. Não há nada maduro o suficiente, nesse momento, para substituir o dólar. Provavelmente, há mais caminhos para os ativos digitais progredirem neste sentido do que outra moeda substituir a relevância do dólar”, disse o economista.

Já em relação ao Brasil, o economista criticou a condução da política fiscal. “Isso é um problema”, disse. “De onde vem o dinheiro? Não tem o dinheiro, vai ter, é mais dívida e isso faz a bola de neve ficar mais pesada”.

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