BTCC / BTCC Square / InfomoneyBR /
Guerra Cibernética Irã-Israel: Bancos e Criptomoedas Sob Ataque em Novo Front Digital

Guerra Cibernética Irã-Israel: Bancos e Criptomoedas Sob Ataque em Novo Front Digital

InfomoneyBR
Hora de publicação:
2025-06-18 17:07:57
0

O conflito geopolítico entre Irã e Israel escalou para o espaço digital com hackers visando instituições financeiras e criptoativos. Enquanto bancos tradicionais lutam contra brechas de segurança, o mercado cripto mostra resiliência - ironicamente, mais preparado para guerras do que o sistema que o critica.

Subheaders: O Ataque Que Expôs a Fragilidade dos Bancos | Criptomoedas: Alvo ou Arma? | O Paradoxo da Regulação vs. Segurança

Os ataques cibernéticos revelaram o que especialistas alertam há anos: infraestruturas financeiras tradicionais são vulneráveis, enquanto blockchains provam sua robustez sob pressão. E sim, isso inclui aquelas 'criptos instáveis' que os reguladores adoram chamar de risco sistêmico.

A escalada do conflito entre Israel e Irã chegou ao mundo digital, intensificando uma campanha de ciberataques e espionagem entre dois países conhecidos por suas capacidades tecnológicas.

Na terça-feira (17), um grupo hacker pró-Israel assumiu a autoria de um ataque contra um dos principais bancos iranianos. A agência estatal IRIB confirmou que a infraestrutura crítica do país foi alvo de uma ofensiva cibernética israelense. No dia seguinte, o mesmo grupo afirmou ter invadido a corretora de criptomoedas iraniana Nobitex.

Leia também

Trump se recusa a dizer se EUA vão atacar o Irã, mas diz ser “tarde para conversar”

“Há uma grande diferença entre agora e uma semana atrás”, disse Trump aos repórteres do lado de fora da Casa Branca. “Ninguém sabe o que eu vou fazer”

A agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que o Irã sofreu mais de 6.700 ataques de negação de serviço (DDoS) nos últimos três dias. As autoridades chegaram a impor restrições temporárias à internet como forma de mitigar os efeitos desses ataques, que sobrecarregam servidores com tráfego artificial, tornando sites e serviços inacessíveis.

Usuários relataram instabilidade generalizada no acesso à internet e falhas em redes privadas virtuais (VPNs) na noite de terça. Também houve queixas sobre serviços bancários, como caixas eletrônicos e plataformas online. Ainda não está claro se os problemas foram causados diretamente pelos ataques ou por ações do governo para minimizar seus efeitos.

Os ataques marcam um novo capítulo do embate digital entre os dois países, que já dura mais de duas décadas.

Leia também

Israel diz ter destruído quartel-general do Irã e que atingirá ‘símbolos do poder’

A instalação mencionada por Katz seria um dos centros operacionais do governo no país

Segundo dados do Google, o Irã e seus aliados regionais, como o Hamas, têm realizado campanhas de phishing, operações de desinformação e ataques destrutivos contra Israel — com eficácia variável. Por outro lado, Israel é amplamente considerado uma das nações mais avançadas do mundo em ciberofensivas.

Um marco histórico dessa rivalidade foi o Stuxnet, vírus descoberto em 2010, que sabotou componentes ligados ao programa nuclear iraniano e é atribuído a uma ação conjunta de EUA e Israel.

Agora, o grupo hacker “Predatory Sparrow”, que já realizou ofensivas cibernéticas contra o Irã nos últimos cinco anos, voltou à cena. Na terça-feira, afirmou ter destruído dados do Bank Sepah, justificando que a instituição ajudaria a driblar sanções internacionais. No dia seguinte, anunciou a invasão da corretora Nobitex.

O especialista em blockchain ZachXBT apontou saques suspeitos da corretora iraniana, estimando um roubo de mais de US$ 81 milhões em criptoativos.

Leia também

Irã diz ter lançado míssil hipersônico Fattah em Israel; Khamenei: “Batalha começou”

Modelo tem capacidade para viajar cinco vezes a velocidade do som; lançamento ocorre após ameaça de que realizaria um ataque que seria lembrado ‘por séculos’

A Nobitex confirmou sinais de acesso não autorizado aos sistemas internos e a uma parte das hot wallets, mas prometeu ressarcir os usuários. Já o Bank Sepah não se pronunciou.

Desde 2021, o Predatory Sparrow tem se destacado por ataques destrutivos a sistemas estratégicos do Irã, como as ferrovias, postos de gasolina, uma siderúrgica e até a divulgação do suposto telefone do aiatolá Ali Khamenei.

O grupo mantém uma estratégia de visibilidade nas redes sociais, reforçando o caráter psicológico de suas ações. Após o ataque ao Bank Sepah, publicou: “É isso que acontece com instituições que sustentam as fantasias terroristas de um ditador.”

©️2025 Bloomberg L.P.

Os artigos deste site são provenientes de fontes públicas ou organizados com apoio de IA apenas para fins informativos e não representam a opinião da BTCC. Os direitos originais pertencem aos respectivos autores. Para questões de direitos autorais, entre em contato com [email protected] . A BTCC não assume qualquer responsabilidade pela exatidão, atualidade ou integridade dessas informações e se isenta de toda responsabilidade decorrente da confiança depositada nesse conteúdo. Este conteúdo é apenas para referência e não deve ser considerado aconselhamento de investimento, jurídico ou comercial.

|Square

Baixe o aplicativo BTCC para iniciar sua jornada criptográfica

Comece hoje mesmo Escaneie e junte-se a nossos +100 M usuários