Irã corta laços com inspetores nucleares da ONU e dispara preços do petróleo em 2%: O que esperar do caos no mercado?
- Por que o petróleo disparou 2% nesta semana?
- OPEP+ vai aumentar produção? O mercado já está apostando nisso
- Dólar fraco vs. empregos nos EUA: quem ganha essa queda de braço?
- Perguntas e Respostas: Tudo o que você precisa saber sobre a turbulência no petróleo
O petróleo está numa montanha-russa esta semana! O corte de relações do Irã com inspetores da ONU, combinado com estoques em queda nos EUA e a reunião crucial da OPEP+, está deixando traders de cabelo em pé. Brent acima de US$ 67, WTI perto de US$ 66 – e tudo pode mudar até domingo. Será que a OPEP+ vai aumentar a produção? O dólar fraco segura os preços, mas os empregos nos EUA podem virar o jogo. Aqui, desvendamos os fatores por trás da turbulência.
Por que o petróleo disparou 2% nesta semana?
A decisão do Irã de romper com os inspetores nucleares da ONU foi como jogar gasolina na fogueira de um mercado já tenso. Só que, desta vez, a fogueira é literal. Os preços do Brent subiram para US$ 67 o barril, enquanto o WTI chegou perto de US$ 66 – um salto de 2% que deixou traders revirando os olhos. "Isso é o clássico 'um passo à frente, dois pra trás'", brincou um analista do BTCC, lembrando que os preços tinham caído após o cessar-fogo entre Israel e Irã na semana passada.
Mas aí entrou em cena o relatório da American Petroleum Institute: os estoques no hub de Cushing, coração do WTI, caíram 1,4 milhão de barris. Se confirmado, seria a maior queda desde janeiro. "Cushing está mais seco que o deserto da Arábia em pleno verão", comentou um trader, referindo-se aos níveis mais baixos para esta época do ano desde 2005.
Fonte: EIA
OPEP+ vai aumentar produção? O mercado já está apostando nisso
Ninguém no mercado está segurando a respiração para a reunião virtual da OPEP+ no domingo. Depois de aumentos consecutivos em maio, junho e julho (sempre aqueles 411 mil barris/dia), até o zé do posto já sabe o roteiro. "Isso tá mais previsível que novela das 9", ironizou Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, enquanto atualizava seus gráficos no TradingView.
A Arábia Saudita, o maior exportador do grupo, já aumentou as exportações em 450 mil barris/dia em junho – maior volume em mais de um ano, segundo a Kpler. "Eles tão mandando óleo como se fosse água no deserto", comentou um analista, sob condição de anonimato. O Goldman Sachs já avisou: qualquer reação do mercado será morna, pois o aumento já está precificado.
Dólar fraco vs. empregos nos EUA: quem ganha essa queda de braço?
Enquanto isso, o dólar decidiu entrar no jogo – ou melhor, sair dele. Atingiu sua menor cotação em três anos e meio contra outras moedas, o que normalmente daria um gás aos preços do petróleo (afinal, fica mais barato para compradores com euros, ienes ou yuans). Mas os traders estão de olho em outro jogo: o relatório de empregos nos EUA que sai quinta-feira.
"Se os números forem fracos, o Fed pode cortar juros mais cedo, o que pode esquentar a economia e a demanda por petróleo", explicou Tony Sycamore, da IG. Mas ele adverte: "Só não espere milagres – o mercado tá mais indeciso que adolescente no primeiro encontro".
Perguntas e Respostas: Tudo o que você precisa saber sobre a turbulência no petróleo
Por que o corte de relações do Irã afetou tanto os preços?
O Irã é um dos grandes players no mercado petrolífero, e qualquer tensão geopolítica na região tende a assustar os investidores. Quando o país corta laços com inspetores nucleares, aumenta o medo de possíveis sanções ou conflitos que possam afetar o fornecimento global.
Qual a importância dos estoques em Cushing?
Cushing, em Oklahoma, é o principal hub de armazenamento e precificação do WTI. Quando os estoques caem lá, é sinal claro de que a oferta está mais apertada que o esperado – o que empurra os preços para cima.
O que esperar da reunião da OPEP+?
O consenso do mercado é que o grupo vai aumentar a produção em mais 411 mil barris/dia, mantendo o ritmo dos últimos meses. Como já está precificado, o impacto pode ser limitado – a menos que haja uma surpresa.