Políticos Britânicos Unem-se para Impulsionar as Stablecoins: O Banco da Inglaterra Conseguirá Acompanhar?

Uma coligação multipartidária de legisladores do Reino Unido está a instar a ministra das Finanças, Rachel Reeves, a intervir e remodelar a proposta de enquadramento para stablecoins do Banco da Inglaterra, alertando que a abordagem atual ameaça minar a liderança britânica em fintech e expulsar capital do país. Numa carta conjunta datada de 11 de dezembro de 2025, deputados e pares, incluindo Sir Gavin Williamson, Visconde Camrose e Baronesa Verma, sublinharam que as stablecoins estão a tornar-se um pilar da finança global e merecem um tratamento regulatório que incentive o crescimento, não o limite.
Stablecoins Superam Visa e Mastercard
Os legisladores destacaram a expansão dramática do setor de stablecoins, referindo que o volume de transações com stablecoins atingiu 27,6 biliões de dólares em 2024, excedendo a atividade combinada da Visa e da Mastercard em quase 8%. O Citibank espera que esse número dispare para mais de 100 biliões de dólares até 2030, um sinal de que as stablecoins estão a caminho de se tornarem infraestrutura essencial para pagamentos, remessas, liquidações e inclusão financeira.
Nesse contexto, o grupo alertou que as regras preliminares do Banco da Inglaterra correm o risco de deixar o Reino Unido "na bancada" da próxima grande mudança financeira. Em vez de permitir a inovação, receiam que as propostas possam criar barreiras que empurrem os desenvolvedores e provedores de liquidez para jurisdições mais acolhedoras.
Restrições Podem Desencadear Fuga de Capitais
O enquadramento inicial do Banco da Inglaterra inclui uma proibição de juros sobre as reservas das stablecoins, restrições ao uso por atacado e um limite de 20.000 libras para as posições dos consumidores. Segundo os legisladores, estes limites podem tornar as stablecoins lastreadas em libras fundamentalmente não competitivas, empurrando os utilizadores para alternativas baseadas no dólar, como USDC e USDT, que já dominam a atividade global na blockchain. Alertam que isto pode resultar numa economia digital de dois níveis, onde a maioria das transações em blockchain que ocorrem no Reino Unido acabam por ser denominadas em dólares norte-americanos, enfraquecendo tanto a presença digital da libra como a influência regulatória britânica.
Além disso, os EUA estão a avançar rapidamente com a sua Lei GENIUS, fornecendo clareza regulatória e atraindo emissores globais de stablecoins e construtores de fintech. Os legisladores receiam que, a menos que o Reino Unido mude para uma abordagem mais visionária, o estatuto de Londres como um centro financeiro e de fintech global de longa data possa erodir.
Apelo por um Enquadramento Preparado para o Futuro
A carta termina com a intenção de que o Reino Unido deve adotar regulamentações para stablecoins que atraiam investimento internacional, apoiem o crescimento de fintech de alto valor e reforcem a sua posição como líder global em inovação. "Agora é a hora de concretizar esta ambição", escreveram os legisladores, apelando a uma intervenção imediata para garantir que o Reino Unido permaneça competitivo na economia dos ativos digitais.
Traduzido por IOTAInnovator