Investigador de criptomoedas revela os 5 piores países para vítimas de fraudes em 2025
- Quais são os 5 piores países para vítimas de fraudes com criptomoedas?
- Por que Reino Unido e Canadá são "onde os casos vão para morrer"?
- Como está a situação na Nigéria e na Índia?
- ZachXBT recusa convite para treinar novos investigadores
- O que isso significa para os investidores em criptomoedas?
- Perguntas Frequentes
Se você pensa que o mundo das criptomoedas é um faroeste sem lei, espere até ver como alguns países tratam as vítimas de fraudes. ZachXBT, um dos investigadores de blockchain mais respeitados do mundo, acaba de divulgar sua lista dos cinco piores países para quem cai em golpes cripto - e os resultados são alarmantes. Nigeria, Índia, Canadá, Reino Unido e Rússia lideram o ranking das jurisdições onde as vítimas têm menos chances de recuperar seu dinheiro. Prepare-se para conhecer os detalhes dessa situação que está deixando investidores em pânico.
Quais são os 5 piores países para vítimas de fraudes com criptomoedas?
ZachXBT, o famoso investigador de blockchain, fez um alerta preocupante esta semana: existem cinco países onde ajudar vítimas de fraudes com criptomoedas se tornou praticamente impossível. Em ordem decrescente de dificuldade, os "campeões" são: Nigéria, Índia, Canadá, Reino Unido e Rússia. O especialista foi direto ao ponto em seu canal no Telegram: "Se você me contactar de um desses países, provavelmente terei que recusar ajuda formal devido a casos jurídicos estagnados".
Mas por que esses países especificamente? Vamos analisar caso a caso. Na Nigéria, o problema está na combinação explosiva entre adoção massiva de criptomoedas e um sistema jurídico completamente despreparado. Já na Índia, as vítimas enfrentam um pesadelo burocrático - contas bancárias congeladas sem explicação, trilhas de dinheiro desaparecendo no ar e processos que se arrastam por anos.
Por que Reino Unido e Canadá são "onde os casos vão para morrer"?
ZachXBT foi particularmente duro com Reino Unido e Canadá, afirmando que são "lugares onde os casos vão para morrer". No Reino Unido, os números são assustadores: segundo dados do setor bancário, as perdas com fraudes de investimento aumentaram 55% em um ano, chegando a £97,7 milhões apenas em golpes de investimento. Isso dá mais de £500.000 perdidos por dia!
No Canadá, a situação não é melhor. O Centro Anti-Fraude do país reportou perdas de US$ 224 milhões com golpes de criptomoedas em 2024. Um caso emblemático é o do autointitulado "Rei das Criptomoedas", Aiden Pleterski, que aplicou um golpe milionário e só foi parar quando as vítimas resolveram fazer justiça com as próprias mãos - literalmente. Mesmo após sua prisão, apenas US$ 3 milhões foram recuperados para 160 investidores, enquanto ele gastou US$ 16 milhões em luxos pessoais.
Como está a situação na Nigéria e na Índia?
Na Nigéria, a combinação entre alta adoção de criptomoedas e infraestrutura jurídica precária criou o cenário perfeito para golpistas. Já na Índia, as vítimas enfrentam um sistema bancário que parece trabalhar contra elas. Um seguidor de ZachXBT desabafou: "Queria que as pessoas soubessem como é ruim na Índia. Contas bancárias sendo congeladas ou deletadas, trilhas de dinheiro completamente congeladas... o dinheiro que enviei para um amigo, o dinheiro que depositei no aplicativo da corretora, tudo congelado e tão difícil de recuperar".
O que mais impressiona é que, mesmo com investigações bem-sucedidas que identificam os criminosos, as vítimas raramente recuperam seus fundos. ZachXBT atribui isso a um "congestionamento burocrático" que paralisa os processos em todos esses países.
ZachXBT recusa convite para treinar novos investigadores
Em meio a essa crise, a empresa Web3 Cicada fez um convite público para que ZachXBT criasse um programa de treinamento para novos investigadores de blockchain. A justificativa? "A indústria não tem mais investigadores on-chain com seu nível de expertise e integridade". Mas a resposta do especialista foi um sonoro "não".
ZachXBT explicou seu posicionamento: "Se eu lançasse um produto, seria direcionado a equipes bem capitalizadas e não gratuito para o público em geral. Quando você oferece um serviço gratuito, as pessoas começam a ter expectativas irracionais com o tempo. Aprendi isso da maneira difícil". Ele sugeriu que interessados em aprender acompanhassem suas postagens públicas.
O que isso significa para os investidores em criptomoedas?
Essa situação serve como um alerta vermelho para qualquer pessoa envolvida com criptomoedas. Se você está em um desses cinco países, precisa redobrar os cuidados. Verifique duas (ou três) vezes antes de investir, desconfie de promessas milagrosas e esteja ciente de que, se algo der errado, o caminho para justiça pode ser extremamente difícil.
Enquanto isso, resta torcer para que as autoridades desses países acordem para a gravidade do problema. Como ZachXBT demonstrou, ter bons investigadores não é suficiente quando o sistema jurídico não funciona. As criptomoedas prometiam um futuro financeiro mais justo e acessível, mas em muitos lugares, esse futuro ainda parece distante.
Perguntas Frequentes
Quais são os 5 piores países para vítimas de fraudes com criptomoedas?
De acordo com ZachXBT, os cinco piores países para vítimas de fraudes com criptomoedas são, em ordem: Nigéria, Índia, Canadá, Reino Unido e Rússia.
Por que o Reino Unido está na lista?
O Reino Unido está na lista devido ao grande volume de fraudes (mais de £500.000 perdidos por dia) e à lentidão do sistema jurídico em processar esses casos, criando um "congestionamento burocrático".
Qual foi o caso mais emblemático no Canadá?
O caso mais emblemático foi o de Aiden Pleterski, o "Rei das Criptomoedas", que aplicou golpes milionários e só foi parar quando vítimas o sequestraram e espancaram, após o sistema jurídico ter falhado em agir.
ZachXBT aceitou treinar novos investigadores?
Não, ZachXBT recusou o convite para treinar novos investigadores, afirmando que prefere manter seu conhecimento estratégico e que qualquer produto futuro seria direcionado a equipes bem capitalizadas, não ao público geral.