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Fuga do IOF: Quais Criptomoedas Cortam Custos em Remessas Internacionais?

Fuga do IOF: Quais Criptomoedas Cortam Custos em Remessas Internacionais?

Author:
EstadaoBR
Published:
2025-06-03 06:00:36
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Qual a melhor cripto para enviar dinheiro para o exterior e fugir do IOF?

Enviar dinheiro para o exterior sem pagar IOF? Criptomoedas são a arma secreta de quem quer driblar taxas—e a fiscalização.

USDT e USDC lideram como stablecoins preferidas: lastreadas em dólar, mínima volatilidade. Bitcoin? Só se você gosta de pagar taxas estratosféricas e esperar horas na rede congestionada.

XRP e Stellar (XLM) são os cavalos escuros: transações em segundos, custos irrisórios. Bancos tradicionais torcem o nariz—justamente porque perdem a boquinha das remessas.

PS: Se o governo não sabe tributar direito, o problema é dele. Sua grana merece rotas mais inteligentes.

Cartões cripto

Vinícius Bazan, CEO da Underblock, reforça que o uso de stablecoins em conjunto com cartões de cripto oferece uma das soluções mais eficientes para quem quer gastar em dólar. “A compra da stablecoin segue o preço de mercado, às vezes está até mais barata, mas costuma acompanhar o dólar comercial. E se você vai gastar em dólar, a taxa é zero. A única conversão com taxa acontece quando você usa em outra moeda, como euro, que aí tem algo como 1%”, explica.

Ele reforça a ideia de que USDT e USDC são ideais para remessas e pagamentos, justamente porque são estáveis e operam com rapidez e baixo custo. “Elas são pareadas ao dólar, então você consegue fazer operações baratas e rápidas. É a natureza delas”, afirma. “Transferir uma stablecoin é como fazer um Pix: você copia o endereço da wallet de destino e a moeda vai direto pra lá. Pode ser outro país, outra corretora, ou um cartão pré-pago de cripto.”

Segurança é prioridade

Apesar da praticidade, os especialistas alertam para os cuidados com segurança. A escolha da corretora tem tudo a ver com o tema, além da atenção do cliente à sua própria proteção de dados. “Se alguém tiver acesso à sua conta ou à sua chave privada, pode transferir tudo e não tem como reverter. Por isso, é melhor usar autenticação em dois fatores, limites de saque e não compartilhar credenciais”, diz Franco.

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Ele aponta o Mercado Bitcoin como a exchange nacional em que mais confia, apesar de não ser a mais barata. “Alguém tem que pagar a conta. Segurança custa. A gente viu isso no caso da FTX: era barato, bonitinho, e quebrou levando o dinheiro de todo mundo. É a clássica conta de migalhas que faz você perder o banquete inteiro.”

Bazan tem uma visão mais construtiva em relação ao evento da FTX, uma das maiores corretoras cripto do mundo que faliu em 2022 após usar fundos de clientes para cobrir prejuízos do seu fundo Alameda. “Foi um caso grave, mas pontual”, diz. Na sua visão, o ocorrido acabou sendo um catalisador de melhorias para o setor. “Hoje, as corretoras sérias oferecem provas de reservas, auditorias independentes e sistemas de segurança mais robustos. O universo cripto ficou mais seguro depois disso.”

Outro ponto a ser observado é manter a declaração de ativos em dia junto à Receita Federal. “O mais importante no Brasil é manter a conformidade fiscal. Você precisa declarar o que tem em cripto e os ganhos, se houver”, diz o CEO da Boost Research.

|Square

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