Empresa brasileira mira B3 com reserva bilionária de R$ 2,3 bi em bitcoin - marco histórico para cripto no mercado tradicional

Brasil entra na era das criptomoedas institucionais com movimento ousado que desafia o conservadorismo financeiro tradicional.
Reserva estratégica em bitcoin
A empresa nacional prepara seu debut na Bolsa de Valores carregando R$ 2,3 bilhões em exposição direta ao bitcoin - um divisor de águas para a adoção corporativa de criptoativos no país. O montante representa uma das maiores alocações institucionais já registradas na América Latina.
Ruptura no mercado tradicional
Enquanto os bancos centrais ainda debatem regulamentação, empresas visionárias estão tomando a dianteira. A estratégia de reserva em bitcoin antes mesmo do IPO sinaliza uma mudança fundamental na forma como empresas enxergam proteção patrimonial e diversificação.
Os R$ 2,3 bilhões alocados não são apenas um número - são um manifesto contra a inflação e uma aposta na maturidade do mercado cripto. Porque enquanto os economistas tradicionais ainda calculam risco, os inovadores já estão colhendo recompensas.
Uma “Bitcoin Treasury Company”
Com mais de 3.650 bitcoins em tesouraria — o equivalente a mais de R$ 2,3 bilhões considerando a cotação atual da criptomoeda — a OranjeBTC quer ser uma “Bitcoin Treasury Company”, isto é, uma empresa que decide manter bitcoins em suas reservas.
A companhia planeja ampliar ainda mais essa posição ao longo do tempo, mas adianta que o foco está no BTC e não há planos de diversificar para outros criptoativos. “Acho que esta é uma nova corrida pelo ouro. Queremos trazer o Brasil para dentro desta corrida e já começar com um balanço grande, mas aumentar e continuar acumulando bitcoins nos próximos anos”, destaca Gomes.
A OranjeBTC se inspira em outras companhias que já adotaram estratégias semelhantes. Um caso de destaque é o da Strategy, antes MicroStrategy, que passou de uma empresa de software para uma compradora consistente de bitcoins.
No Japão, a Metaplanet foi outra que mudou o foco de seus negócios. A rede de hotéis agora concentra atenção no investimento cripto e pretende transformar o Royal Oak Gotanda, em Tóquio, em um “Hotel do Bitcoin”, com um lounge onde acionistas poderão se reunir e trocar ideias.
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No Brasil, a Méliuz (CASH3), então especializada em cashbacks, também começou, neste ano, a realizar investimentos em bitcoin oficialmente como parte da estratégia de negócios. No início de setembro, a empresa comunicou que passou a ter 604,69 bitcoins, depois de adquirir 9,01 novos BTCs por aproximadamente US$ 1,01 milhão (R$ 5,51 milhões).
- Confira: Méliuz (CASH3) muda “negócio” e compra milhões em bitcoin
Gomes, da OranjeBTC, caracteriza o movimento da Méliuz como “genial” e afirma que essa tendência deve se consolidar tanto no mercado aberto brasileiro quanto no mercado fechado.
Antes, segundo o executivo, existia um certo preconceito com a ideia de ter exposição ao bitcoin dentro de bancos, gestoras ou empresas. Agora esse estigma vem sendo quebrado, conforme novas formas de acesso ao produto ganham espaço e o conhecimento sobre o BTC se propaga. “Viveremos um capítulo de adoção do bitcoin por instituições”, disse.
Gomes explicou que buscava formas de proteger os acionistas no longo prazo e encontrou no bitcoin a solução dentro da OranjeBTC. “Acredito que não seja um modelo apenas para a minha companhia, mas para a minha vida.”