Tether anuncia fim do suporte a USDT em cinco blockchains legadas: o que isso significa para o mercado?
- Quais blockchains serão afetadas pelo desligamento do USDT?
- Por que a Tether está abandonando essas redes?
- Como os detentores devem proceder?
- Qual o impacto no mercado de stablecoins?
- Quais são os planos futuros da Tether?
- Perguntas Frequentes
Em um movimento estratégico, a Tether, Inc. decidiu descontinuar o suporte ao USDT em cinco redes consideradas "legadas", congelando os tokens a partir de 1º de setembro. A empresa concentrará seus esforços nas redes TRON e Ethereum, que respondem pela maior parte do volume de transações. A medida visa otimizar infraestrutura e alocar recursos em ecossistemas com maior atividade de desenvolvedores e adoção comunitária. Confira os detalhes abaixo.
Quais blockchains serão afetadas pelo desligamento do USDT?
A Tether encerrará a emissão e resgate de USDT em cinco redes: Omni Layer (Bitcoin), Bitcoin Cash SLP, Kusama, EOS e Algorand. Os saldos remanescentes nessas cadeias – que somam menos de 1% do suprimento total do stablecoin – serão congelados permanentemente. Dados do CoinGlass revelam volumes irrisórios: EOS detém apenas US$ 4,3 milhões em USDT, enquanto Algorand e Kusama juntos não ultrapassam US$ 1 milhão.
Por que a Tether está abandonando essas redes?
Segundo Paolo Ardoino, CEO da Tether, a decisão reflete a evolução do ecossistema cripto: "Plataformas com maior escalabilidade, engajamento de desenvolvedores e casos de uso reais são prioritárias para a próxima onda de adoção de stablecoins". As redes afetadas apresentam:
- Baixa atividade em aplicações DeFi
- Suporte limitado por corretoras (muitas evitam custodiar múltiplas carteiras)
- Histórico de projetos fracassados ou sem crescimento orgânico
Como os detentores devem proceder?
Usuários com saldos nessas blockchains precisarão:
- Converter seus USDT para outras redes (como TRON ou Ethereum) até 31 de agosto
- Utilizar ferramentas de ponte oferecidas por exchanges como BTCC ou plataformas especializadas
- Em casos específicos, solicitar reemissão diretamente à Tether
Qual o impacto no mercado de stablecoins?
Analistas do BTCC destacam que a mudança será marginal:
| Blockchain | USDT Circulante | % do Total |
|---|---|---|
| Omni | US$ 87 milhões | 0.05% |
| Demais redes | US$ 5.3 milhões | 0.003% |
Fonte: TradingView (2025-07-12)
Quais são os planos futuros da Tether?
A empresa focará em:
- Expansão para L2s: Arbitrum e Base são alvos prioritários, onde o USDC domina
- Consolidação em TRON: Foram cunhados US$ 22 bilhões apenas em 2025 na rede
- Otimização de custos: Redução de complexidade operacional em redes pouco utilizadas
Perguntas Frequentes
Meus USDT em corretoras serão afetados?
Não. Exchanges como BTCC já gerenciam internamente a conversão entre redes. O impacto direto ocorrerá apenas para quem mantém tokens em carteiras próprias dessas blockchains.
Por que a Tether não migra automaticamente os saldos?
A arquitetura descentralizada impede a movimentação unilateral de fundos. Cada blockchain opera com contratos inteligentes independentes, exigindo ação do detentor.
Essa decisão afeta a peg 1:1 do USDT?
Não há relação. A Tether mantém reservas equivalentes a todos os tokens em circulação, independentemente da rede utilizada.