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IRS causa atraso em créditos fiscais e desacelera vendas de carros elétricos nos EUA em 2025

IRS causa atraso em créditos fiscais e desacelera vendas de carros elétricos nos EUA em 2025

Published:
2025-09-27 11:49:02
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O que acontece quando o governo promete um incentivo fiscal, mas não cumpre? Caos no mercado. Concessionárias de veículos elétricos (EVs) nos EUA estão enfrentando um pesadelo burocrático: desde setembro, o IRS (Receita Federal americana) parou de aprovar e pagar os créditos fiscais prometidos, criando um efeito dominó que está estrangulando as vendas. Com atrasos que já ultrapassam semanas, os revendedores estão segurando a bronca — desembolsando até US$ 100 mil do próprio bolso para honrar os descontos com clientes, enquanto o governo some com o dinheiro. E o pior? Ninguém sabe quando isso vai ser resolvido.

Por que o IRS está segurando os créditos fiscais para EVs?

O programa, que oferecia até US$ 7.500 para carros novos e US$ 4.000 para usados, deveria durar até 2032. Mas em julho, uma mudança na legislação antecipou o fim para 30 de setembro de 2025. A corrida pelos descontos foi enorme, mas em meados de setembro, o IRS simplesmente travou. A porta-voz Robyn Capehart alega que "revisões sempre fizeram parte do processo", mas revendedores como Jesse Lore, de New Hampshire, mostram prints de aplicações paradas desde 15 de setembro — apenas 3 foram aprovadas, e zero pagas. "Estamos no escuro", desabafa.

Como os revendedores estão lidando com o prejuízo?

Imagine ter que adiantar US$ 90 mil sem saber quando vai receber de volta. É o caso de Gary Pretzfeld, da AutoTrust USA na Flórida. Alguns desistiram: ou retêm os carros até o IRS pagar, ou cancelam o desconto. Al Salas, da Eco Auto, explica o impacto direto: sem o crédito na hora, as parcelas de um EV usado sobem até US$ 100/mês. E pior: compradores podem nem conseguir o benefício depois, pois precisam de débito fiscal na declaração — algo que o programa original evitava.

O que dizem as autoridades?

A Casa Branca garante que todos os pedidos válidos feitos até 30/09 serão honrados, mas não explica o gargalo. A Associação Nacional de Revendedores (NADA) afirma que está em diálogo com o Tesouro, mas o clima é de "cooperação tensa". Enquanto isso, o mercado esfria: incerteza + grana curta = queda nas vendas. Para Jesse Lore, é um tiro no pé: "O incentivo era o maior motivador. Agora, o cliente pensa duas vezes".

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