Crypto.com e Underdog Lançam Mercados de Previsão Esportiva em 16 Estados dos EUA em 2025
- O que são esses "mercados de previsão" e como funcionam?
- Por que isso é um grande negócio em 2025?
- Quem mais está de olho nesse mercado?
- Os reguladores vão deixar barato?
- Perguntas Frequentes
Em 2025, a Crypto.com e a Underdog estão revolucionando o mundo das apostas esportivas nos EUA — sem tecnicamente chamá-las de "apostas". Com um modelo inovador de contratos negociáveis baseados em resultados de jogos, a dupla está contornando reguladores e abrindo caminho para um mercado que pode movimentar US$ 555 milhões até o final do ano. Neste artigo, exploramos como essa parceria está desafiando o status quo, os detalhes legais por trás da estratégia e por que isso pode ser um divisor de águas para os fãs de esportes e investidores.
O que são esses "mercados de previsão" e como funcionam?
Imagine um sistema onde você não aposta em um time, mas compra um contrato vinculado ao desempenho dele. Quanto mais pessoas apostam em uma vitória do Lakers, por exemplo, mais caro fica o contrato — e se você vender no momento certo, lucra. A Underdog opera o front-end (via seu app de fantasia esportiva), enquanto a Crypto.com fornece a infraestrutura por meio de sua plataforma de derivativos CDNA, registrada na CFTC. Sem casas de apostas tradicionais, sem oddmakers e, o mais importante, sem a necessidade de licenças estaduais. "Não é uma aposta, é um contrato financeiro", enfatiza Jeremy Levine, CEO da Underdog, em entrevista à CNBC.
Por que isso é um grande negócio em 2025?
Estados como Califórnia e Texas — os dois mais populosos dos EUA — ainda proíbem apostas esportivas tradicionais. A Flórida, terceira em população, está sob monopólio da tribo Seminole. Isso deixa 75 milhões de adultos fora do mercado legal. A Underdog está mirando exatamente esse público com um produto que se encaixa em uma lacuna regulatória. Dados da TradingView mostram que o volume de contratos similares na Kalshi e Polymarket cresceu 210% no último semestre, indicando demanda reprimida.
Quem mais está de olho nesse mercado?
Não é só a Underdog. A FanDuel (controlada pela Flutter) fechou parceria com a CME Group para produtos financeiros esportivos. Jason Robins, CEO da DraftKings, já sinalizou interesse público. Mas a Underdog tem vantagens: (1) base de usuários fiel de fantasia esportiva, (2) timing perfeito com a expansão de cripto em 2025, e (3) a chave — a estrutura regulatória pré-aprovada da CDNA. "Estamos primeiro, mas é questão de tempo até outros entrarem", admitiu Travis McGhee da Crypto.com ao BTCC News.
Os reguladores vão deixar barato?
A CFTC ainda não se pronunciou sobre a classificação desses contratos. Tribos nativas americanas já questionam se violam o Indian Gaming Regulatory Act. Jordan Bender, analista da Citizens, prevê: "Esses mercados são grandes demais para ignorar, mas a batalha legal será épica". Enquanto isso, a Underdog segue expandindo — começando por 16 estados onde a estratégia tem menor risco legal.
Perguntas Frequentes
Isso é considerado aposta?
Tecnicamente não, pois os contratos são tratados como derivativos financeiros, não como apostas tradicionais. A diferença está na estrutura legal.
Quais estados terão acesso?
Inicialmente 16 estados, incluindo Illinois, Colorado e Nova Jersey — mas excluindo Califórnia, Texas e Flórida devido a restrições locais.
Como isso se compara a plataformas como Bet365?
Não há odds fixas ou bookmakers. Os preços flutuam puramente pela oferta/demanda, como em uma bolsa de valores.