Obrigações sobem com força: Fed não vai cortar juros antes de setembro, e o mercado já sente o impacto
- Por que os empregos de junho surpreenderam tanto?
- O que aconteceu com os títulos e a expectativa de juros?
- Como Trump e a reforma tributária entram nessa história?
- Por que tantas ações bateram recordes?
- Perguntas e Respostas sobre o Mercado
Os dados surpreendentes do mercado de trabalho dos EUA em junho viraram o jogo: com 147 mil empregos criados (bem acima dos 110 mil esperados), o desemprego caiu para 4,1%, e os mercados reagiram com otimismo. O Dow Jones subiu 0,9%, o S&P 500 0,8%, e o NASDAQ 1%. Mas o grande destaque foi o mercado de títulos, onde os investidores abandonaram apostas de cortes de juros pelo Fed antes de setembro. Agora, há 95% de chance de as taxas ficarem inalteradas em julho. Enquanto isso, ações batem recordes históricos, e o Russell 2000 (pequenas empresas) subiu 24% desde abril. Com a política comercial de Trump e a reforma tributária em movimento, o cenário econômico está mais quente do que um churrasco no 4 de julho.
Por que os empregos de junho surpreenderam tanto?
O Bureau of Labor Statistics (BLS) jogou gasolina no mercado com um relatório que ninguém esperava: 147 mil empregos não agrícolas criados em junho, contra uma previsão de 110 mil. Até maio, revisado para cima, ficou com 144 mil. O desemprego caiu para 4,1% (era esperado 4,3%). Isso enterrou o susto do relatório ADP do dia anterior, que mostrou perda de 33 mil vagas no setor privado. "Foi um balde de água fria nos pessimistas", comentou um analista do BTCC. O mercado reagiu imediatamente: Dow Jones (+381 pts), S&P 500 (+0,8%), e NASDAQ (+1%) dispararam. Fontes do TradingView destacam que 36 ações do S&P 500 bateram máximas de 52 semanas só na quinta-feira – 25 delas, recordes históricos.
O que aconteceu com os títulos e a expectativa de juros?
Os rendimentos dos Treasuries deram um salto, e os traders começaram a desmontar suas apostas em cortes de juros imediatos. "Agora é quase certo (95%) que o Fed segurará as taxas em julho", diz um relatório do CoinGlass. O mercado já precifica uma política monetária mais restritiva por mais tempo. "Esqueça o easing para este verão", brincou um operador. A surpresa nos empregos mostrou que a economia está mais resistente do que se pensava, mesmo com as tensões comerciais. "Dados assim dão margem para o Fed manter os juros altos", analisou a equipe do BTCC.
Como Trump e a reforma tributária entram nessa história?
Enquanto os mercados celebram, a política não para. Trump fechou um acordo comercial com o Vietnã e prepara mais anúncios. A trégua de 90 dias nos tarifários acaba na próxima semana, e Wall Street está de olho. "Se ele apertar os parafusos, os mercados podem ter um tropeço", alerta um estrategista. Por outro lado, a reforma tributária avançou no Senado e deve ser votada na Câmara em breve. Se aprovada, pode mudar o jogo para as empresas antes do outono. "Isso explica parte do otimismo nos lucros corporativos", observa um relatório do TradingView.
Por que tantas ações bateram recordes?
A sessão curta de quinta-feira (mercados fecharam cedo para o feriado) não impediu o momentum: S&P 500 (+1,5% na semana), NASDAQ (+1,5%), e Dow (+2,1%). Destaques: Royal Caribbean (máxima desde 1993), American Express (recordes desde 1977), Capital One, Goldman Sachs, JPMorgan, e até a Nvidia. "É uma festa generalizada", comemorou um analista. O Russell 2000 (pequenas empresas) subiu 0,6% e entrou em território positivo no ano. Desde abril, acumula alta de 24%. "Isso mostra que a confiança está se espalhando", diz um relatório do CoinGlass.
Perguntas e Respostas sobre o Mercado
Qual foi o impacto imediato do relatório de empregos?
Os mercados explodiram de otimismo: Dow (+381 pts), S&P 500 (+0,8%), NASDAQ (+1%), e até o Russell 2000 subiu. Títulos caíram, com rendimentos subindo.
O Fed ainda pode cortar juros em 2024?
As chances caíram drasticamente. Agora, o mercado precifica 95% de probabilidade de manutenção em julho e adia expectativas para setembro ou além.
Quais ações se destacaram?
Royal Caribbean, American Express, JPMorgan, Nvidia e outras 33 do S&P 500 bateram recordes. O setor financeiro liderou.
O Russell 2000 está em alta?
Sim! Desde abril, subiu 24%. Na quinta-feira, fechou em território positivo no ano, sinal de confiança nas pequenas empresas.
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