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Japão busca apoio do G7 para combater programa de armas da Coreia do Norte financiado por criptomoedas

Japão busca apoio do G7 para combater programa de armas da Coreia do Norte financiado por criptomoedas

Published:
2025-06-12 10:32:48
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O Japão irá supostamente instar os países do G7 a tomar medidas coordenadas contra os roubos de criptomoedas pela Coreia do Norte durante a próxima cúpula no Canadá.

De acordo com a mídia local, o Primeiro-Ministro Shigeru Ishiba deve levantar a questão durante as reuniões do G7 agendadas entre 15 e 17 de junho, citando a crescente ameaça de crimes financeiros cibernéticos ligados à Coreia do Norte.

A proposta marcará a primeira vez que o G7 considera formalmente uma resposta coletiva a roubos de criptomoedas vinculados a atores patrocinados pelo Estado. O Grupo dos Sete é composto por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e a União Europeia.

Ishiba deve pedir maior cooperação entre os membros do G7 para reforçar a supervisão dos mercados de ativos digitais e conter fluxos ilícitos que financiam o desenvolvimento de armas. Autoridades acreditam que cortar esses canais de financiamento é crucial para fortalecer esforços de não proliferação e segurança regional.

Um dos catalisadores por trás da iniciativa do Japão é o hack de US$ 307 milhões da DMM Bitcoin, uma das maiores corretoras de criptomoedas do país. A polícia japonesa e o FBI vincularam o incidente de maio de 2023 a um grupo de hackers norte-coreano conhecido como TraderTraitor, também chamado de Jade Sleet e UNC4899.

Investigações revelaram que o ataque originou-se de uma campanha de engenharia social e um script malicioso em Python, implantado após um operador norte-coreano se passar por um recrutador e enganar um funcionário da Ginco, uma provedora de software de carteira que prestava serviços à DMM Bitcoin.

O malware deu aos atacantes acesso aos sistemas internos da Ginco, que posteriormente exploraram para manipular uma solicitação de transação na DMM Bitcoin, resultando no roubo.

Mais de 4.500 BTC, avaliados em US$ 307 milhões na época, foram roubados, levando a corretora a encerrar suas operações.

Autoridades rastrearam os fundos roubados até carteiras controladas pelo grupo TraderTraitor, um coletivo previamente sancionado pelo Tesouro dos EUA por realizar ciberataques para financiar o programa de armas da Coreia do Norte.

Além do Japão, hackers ligados à Coreia do Norte foram vinculados a alguns dos maiores roubos de criptomoedas nos últimos anos, incluindo ataques à corretora Bybit, à Ronin Bridge, à Harmony e várias outras plataformas DeFi.

Em resposta, autoridades ao redor do mundo intensificaram a fiscalização. O Departamento de Justiça dos EUA recentemente entrou com uma ação de perdimento para apreender mais de US$ 7,7 milhões em ativos cripto vinculados a trabalhadores de TI norte-coreanos infiltrados em empresas de blockchain como parte da iniciativa DPRK RevGen lançada em 2024 para perturbar redes de receita ilícita.

No ano passado, EUA e Coreia do Sul assinaram um acordo bilateral para desenvolver tecnologias conjuntas de combate a roubos de criptomoedas, aprimorando capacidades de detecção e resposta contra atores cibernéticos ligados à Coreia do Norte.

Traduzido por DashDaredevil

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