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EUA registram 44 mil novos pedidos de auxílio-desemprego – maior número desde a pandemia de Covid

EUA registram 44 mil novos pedidos de auxílio-desemprego – maior número desde a pandemia de Covid

Published:
2025-12-12 11:40:03
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Os Estados Unidos viram um salto significativo nos pedidos de auxílio-desemprego, com 44 mil novas solicitações na última semana – o maior volume desde os anos mais críticos da Covid. Enquanto especialistas debatem se isso é um sinal de desaceleração econômica ou apenas uma flutuação sazonal, o mercado de trabalho mostra sinais contraditórios: demissões em grandes empresas como PepsiCo e HP, mas também resiliência em indicadores de longo prazo. Neste artigo, mergulhamos nos dados, nas opiniões de economistas e no que isso significa para o cenário macroeconômico global.

O que explica o pico nos pedidos de auxílio-desemprego?

Segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA, os 44 mil novos pedidos superaram quase todas as projeções de economistas ouvidos pela Bloomberg. Parte desse aumento pode ser atribuída a fatores temporários, como o feriado de Ação de Graças e a paralização parcial do governo federal. No entanto, o ajuste sazonal ainda revela uma tendência de alta moderada, com a média móvel de quatro semanas subindo para 216.750. Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, pondera: "Não devemos supervalorizar um único dado. Ajustado, ainda estamos falando de uma economia que gera entre 215 mil e 220 mil pedidos semanais – nada alarmante."

Demissões em grandes empresas e o paradoxo do mercado

Enquanto isso, gigantes como PepsiCo e HP anunciaram cortes de pessoal, e outubro registrou o maior número de demissões desde o início de 2023. A Pantheon Macroeconomics alerta para possíveis pioras, mas a High Frequency Economics contrapõe, destacando que os números permanecem baixos em comparação com médias históricas. Curiosamente, os estados mais populosos – Califórnia, Illinois, Nova York e Texas – lideraram o aumento bruto de 115 mil pedidos não ajustados, o maior desde março de 2020. "Estes não são outliers, são mercados que realmente importam", observa um relatório do BTCC Research Team.

Como o Fed está reagindo aos sinais?

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, reconheceu que o mercado de trabalho está em "fase gradual de resfriamento", mas alertou para "riscos significativos de deterioração". Apesar disso, o Fed manteve inalteradas suas projeções de desemprego para 2024. Em paralelo, os pedidos contínuos de benefícios caíram para 1,84 milhão na semana de Ação de Graças – queda mais acentuada em quatro anos. Essa volatilidade dificulta a identificação de tendências claras, mas uma pesquisa da Universidade de Michigan em dezembro revelou que mais da metade dos americanos espera aumento do desemprego no próximo ano.

Efeitos globais: um contraste com os EUA

Enquanto os EUA navegam por essas águas turbulentas, outros mercados seguem rumos diferentes. George Saravelos, da Deutsche Bank, aponta que "algo está acontecendo" globalmente: países como Austrália preparam aumentos de juros, enquanto Japão, Coreia e Suécia veem quedas nos rendimentos de títulos públicos. "Há um denominador comum: política fiscal expansionista, recuperação imobiliária e bancos centrais menos tolerantes com moedas fracas. A reflação global voltou", afirma. Para investidores de cripto acompanhando esse cenário, plataformas como a BTCC oferecem dados em tempo real via CoinMarketCap para monitorar correlações entre ativos digitais e indicadores macro.

Perguntas frequentes

Os 44 mil pedidos de auxílio-desemprego indicam recessão?

Não necessariamente. Embora seja o maior número desde a pandemia, especialistas como Heather Long argumentam que, ajustado sazonalmente, o mercado ainda opera dentro de padrões históricos saudáveis.

Por que grandes empresas estão demitindo?

Setores como tecnologia e bens de consumo enfrentam reestruturações pós-pandemia e ajustes a custos operacionais elevados. A PepsiCo, por exemplo, citou "otimização de eficiência" em seu comunicado.

Como o Bitcoin reage a esses dados?

Historicamente (dados do TradingView), criptomoedas têm correlação limitada com indicadores de emprego no curto prazo, mas tensões macroeconômicas prolongadas podem aumentar sua atratividade como hedge contra inflação.

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